Governador retorna de férias e diz que fará agenda de reformas

Anderson Christian

politica@cinformonline.com.br

Após reassumir o Governo do Estado depois de 18 dias de férias, o governador Jackson Barreto, PMDB, foi direto. “estou fisicamente descansado e mentalmente disposto”. Assim sendo, vamos ao trabalho, então: a crise tem solução em Sergipe? “Não está fácil, mas eu prefiro o desgaste de ter que fazer reformas necessárias do que ver Sergipe se tornar inviável”, antecipa Jackson.

E o desgaste poderá vir dos protestos que sempre acompanham qualquer tipo de reforma. “Mas já nesta semana, segunda e terça, os responsáveis pelas áreas econômicas irão estudar diversas propostas, na quarta nos sentaremos para definir o que iremos enviar para a Assembleia (Legislativa) já na semana que vem em relação a algumas iniciativas”, revela o governador.

Dentre os pontos mais sensíveis, a reforma da Previdência do Estado. “É verdade que se não fizermos algo na Previdência, os outros esforços serão todos em vão. E, diga-se, vamos fazer algo que já foi feito por todos os Estados da Federação. Sergipe é o único que ainda não fez nada, porque ficamos esperando por uma saída, que não apareceu”.

“ESTAMOS TRABALHANDO”

“Eu prefiro viabilizar o Estado. O desgaste a gente resolve com medidas mais efetivas. Todo mundo sabe que o governo tem trabalhado muito. Tenho muito orgulho dos investimentos que temos feito. Juntado a administração direta, com Cehop e Infraestrutura, mais a Deso, temos mais de R$ 1 bilhão em obras”, revela Jackson, sem deixar de demonstrar que se incomoda com os atrasos salariais, principal motivação para as críticas que recebe.

“Peguei um jornal de São Paulo, nessas férias, e comecei a ler: prefeitura de Campinas atrasa o salário. Veja bem: Campinas, a maior cidade do interior paulista, um dos maiores PIBs do País. E o salário do servidor fracionado, parte em 28 e 29, outra parte no dia 11 do outro mês. Quer dizer, os pepinos são todos iguais. Uns deram mais sorte do que outros”, explana Jackson.

Na avaliação do governador, os esforços para ajustar as contas encontram eco na sociedade por uma razão bem específica: obras. “Basta fazer uma comparação do volume de obras dos Estados do Nordeste, com a maior sensatez, você vai encontrar uma posição altamente positiva do Estado de Sergipe. Porque nós temos nos mobilizado, ido atrás. Salários de servidores são verbas carimbadas, não se pode pegar dinheiro das obras para pagar salário”, finaliza o governador.

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