Nos últimos dez anos, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) investiu quase R$ 500 milhões em esgotamento sanitário na região metropolitana de Aracaju, sendo mais da metade desse valor na implantação do sistema de esgoto nos bairros Jabotiana, Sol Nascente, Santa Lúcia, 18 do Forte e na Zona de Expansão. E, ainda, parte desse investimento realizado na implantação e ampliação do esgotamento foi direcionada para as cidades circunvizinhas, como Barra dos Coqueiros, que também é um município litorâneo com diversas praias.

Com isso, a quantidade de pessoas atendidas na região metropolitana de Aracaju passou de 299 mil em 2013, para 579 mil em 2022, quase que dobrando o número de habitantes que utilizam o sistema de esgotamento sanitário em dez anos. Ao considerar apenas o município de Aracaju, mais de 70% de sua população é atendida pelo sistema de esgotamento sanitário implantado pelo Governo do Estado por meio da Deso, superando a média nacional de 55,8%, e, com o término das obras em curso, 80% da população aracajuana será atendida nos próximos dois anos. Vale destacar que, todo o volume de esgoto coletado, pelos 435 quilômetros de extensão de rede construída, é tratado pelas estações de tratamento.

De acordo com o presidente da Deso, Luciano Goes, cabe salientar que o sistema de esgotamento sanitário impacta diretamente a qualidade de vida da população. “Ele contribui para a diminuição de doenças de veiculação hídrica; aumento do turismo, pois diminui o impacto ambiental da poluição; geração de emprego e renda; melhoria do sistema educacional, pois pessoas que vivem em locais sem saneamento básico apresentam maior atraso escolar; entre outros benefícios. E, ainda, ajuda a balneabilidade das águas dos rios e do mar, tal como foi destacada na matéria do Jornal Folha de São Paulo”, ressaltou.

Pesquisa

Conforme o estudo realizado pelo Jornal Folha de São Paulo, Aracaju é a capital brasileira com a maior proporção de praias consideradas boas, possuindo 80% de suas praias apropriadas para banho em todas as medições de qualidade de água, dentre as capitais analisadas. Ainda, o jornal destaca que a balneabilidade examinada das capitais brasileiras considera os dados sobre coleta e tratamento de esgoto, escoamento das águas das chuvas e manejo dos rios.

Fonte, Secom – Estado

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