Ele é investigado pelo crime de racismo contra chineses

Por Felipe Pontes – Agência Brasil – Brasília

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que, por ter sido exonerado do cargo de ministro da Educação, Abraham Weintraub deve responder na primeira instância da Justiça ao inquérito no qual é investigado pelo crime de racismo contra os chineses.

O ministro – em despacho assinado nesta terça-feira (23) – ordenou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre onde o inquérito deve passar a tramitar, depois de Weintraub ter perdido o foro privilegiado no STF – se na primeira instância da Justiça federal ou estadual.

Apesar de ter solicitado o parecer da PGR, Celso de Mello indicou, no mesmo despacho, que, de acordo com convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Brasil é signatário, o crime de discriminação racial é de competência da Justiça Federal.

Após anunciar sua saída do ministério da Educação, na sexta-feira (19), Weintraub deixou o Brasil em direção aos Estados Unidos no dia seguinte.

Investigação

A abertura do inquérito foi autorizada pelo magistrado em abril, a pedido da PGR, devido a uma publicação de Weintraub numa rede social sobre os chineses e a pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, o Ministério da Educação disse que não comentaria.

O vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, apontou a suposta violação do artigo 20 da lei que define os crimes por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista é de um a três anos de prisão.

No início de abril, um post de Weintraub no Twitter questionou quem poderia sair fortalecido geopoliticamente da crise causada pela pandemia. No texto, o ex-ministro trocou o “R” pelo “L”, numa referência ao personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, e a uma dificuldade comum dos chineses ao pronunciarem palavras em português. Uma imagem com a bandeira da China ilustrava a publicação. O post foi depois apagado.

Também no Twitter, o embaixador da China no Brasil, Wanming Yang, divulgou uma nota oficial de repúdio ao ato, que classificou de racismo contra os chineses.

Edição: Kleber Sampaio Foto: Fábio Rodriguez

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Candidato a deputado federal viraliza com proposta de juros menores para moto de trabalho

    Um vídeo publicado nas redes sociais pelo deputado estadual e [...]

  • Missionária Gisele quer ampliar na Câmara Federal trabalho social que já realiza nos presídios

    Candidata a deputada federal pelo Republicanos, a Missionária Gisele quer [...]

  • Emanuel Matias propõe Centro Público Veterinário com participação do Governo Federal em Sergipe

    O candidato a deputado estadual pelo PT, Emanuel Matias, apresentou [...]

  • Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios

    O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do [...]

  • Eleições 2026: SMTT realiza operações para garantir tranquilidade nas vias de Aracaju neste domingo, 4

    Operação especial terá bloqueios e reforço no monitoramento do trânsito [...]