HPV é a abreviação em inglês para papilomavírus humano, uma infecção sexualmente transmissível que muitas vezes não causa sintomas, mas pode provocar verrugas genitais em homens e mulheres, e potencialmente câncer associado a essas lesões. Embora as entidades de saúde priorizem nas campanhas de conscientização o público de 12 a 15 anos de idade, o imunizante também é indicado para adultos.

De acordo com a médica infectologista Mariela Cometki, que integra o corpo clínico da Clínica Intervent, em Aracaju, o HPV é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Estima-se que 25% a 50% das mulheres e 50% dos homens no mundo já tenham contraído algum tipo de HPV e a principal medida preventiva é a vacinação. No Sistema Único de Saúde – SUS, está disponível a vacina quadrivalente contra o vírus, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18.

“O HPV é transmitido durante o sexo, seja ele vaginal, anal ou oral. Até mesmo a masturbação pode levar ao contágio. Esse vírus fica alojado em qualquer parte da região genital, não só na vagina e no pênis. Vulva, períneo, bolsa escrotal e região pubiana também podem alojar o HPV, por isso, preservativo masculino ajuda a evitar a doença, mas não anula o risco de contágio”, relatou a infectologista.

A médica afirma ainda, que além de a vacina defender contra os grandes responsáveis pelo câncer de colo de útero, ela cobre os tipos que geram 90% das verrugas genitais, sendo aplicada para pessoas de até os 14 anos de idade nos postos de saúde de todo o país — a partir dos 11 nos garotos e dos 9 nas garotas. Pessoas com imunodeficiência e transplantados, portadores do HIV e pacientes oncológicos têm direito a receber a vacina dos 9 aos 26 anos gratuitamente.

“Independentemente da versão escolhida, o esquema vacinal consiste em duas doses com intervalo de seis a 12 meses — caso seja aplicada até os 15 anos de idade. Para os mais velhos, são três picadas: a segunda depois de dois meses e a última, seis meses após a primeira. Na rede privada, ela pode ser tomada dos 9 aos 45 anos. Entre as versões pagas, há também a bivalente, que protege apenas contra os tipos 16 e 18, e a nonavalente. Essa evita mais versões do HPV ligadas ao câncer (16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58) e também algumas que causam verrugas genitais (6 e 11)”, explicou a Dra. Mariela.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações é vacinar as mulheres até os 45 anos e os homens até os 26 anos. Pessoas que não se enquadram nestes grupos também podem ser imunizados. Neste casos, porém, a necessidade da imunização deve ser avaliada por um médico.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Anvisa: anéis inteligentes não devem ser usados para diagnosticar doenças

    Aplicativos para celular, relógios e, mais recentemente, anéis inteligentes passaram [...]

  • Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega [...]

  • Prefeitura reforça importância do diagnóstico precoce de doença renal em ação no CEMAR

    Diagnóstico precoce é cuidado que preserva a vida e pode [...]

  • Saiba como acessar reconstrução dentária pelo SUS em casos de violência doméstica

    Mulheres que sofreram danos à saúde bucal em decorrência de [...]

  • Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

    Campanha lançada no final de semana dos dias 29 e [...]