Por Edvar Freire Caetano

Os brasileiros que foram crianças ou adolescente nos anos 1950, 1960, 70, até 80, acostumaram-se com um quadro de Pedro Américo em que soldados, comandados por Pedro I, arrancavam seus laços doirados dos ombros, símbolos da ligação cívica com Portugal, e os atiravam fora em um manifesto de libertação.

O quadro é pintado às margens do Rio Ipiranga, e Pedro I, sobre um belo cavalo que empina, empunha garboso uma espada e parece gritar “Laços fora, soldados, as cortes portuguesas querem escravizar o Brasil, por isso, independência ou morte será a nossa divisa”.

Foi assim que se aprendeu do Grito do Ipiranga nos grupos escolares e nos colégios, e todos os cadernos da época ostentavam o quadro de Pedro Américo. Tudo isso fascinava a alma juvenil e motivava um sentimento de amor à pátria.

Com o passar das décadas, esse sentimento foi sendo esquecido, os modismos que se renovam a cada ano foram obnubilando a mente das novas gerações, que perderam a base do patriotismo seduzidas por ventos de doutrinas que vieram do leste europeu, ao mesmo tempo em que festivais de rock confundiam a tradição, a família, a religião, os costumes.

Hoje, de patriotismo, resta muito pouco, de tanto que a grande mídia e as universidades martelaram para desmoronar as instituições mais caras da República Federativa do Brasil, que são, historicamente, Deus, pátria e liberdade, valores garantidos pela Constituição e pelas Forças Armadas.

Nossos jovens esqueceram os heróis nacionais e passaram a admirar genocidas como Mao Tsé-Tung e Stálin, ou criminosos como Che Guevara e Fidel Castro, desde que estivessem alinhados com o comunismo. A ponto de o sociólogo francês Raimondo Aron denunciar, no seu trabalho O ópio dos intelectuais, o absurdo de professores que, conhecendo acerca dos cerca de 100 milhões de assassinados pelo regime comunista ainda buscarem justificativas para os responsáveis pela matança.

Com a eleição do Presidente Bolsonaro, um pálio de luz parece ter despontado no que se refere ao retorno das tradições brasileiras e ao crepúsculo do movimento fomentado pelo Fórum de São Paulo, que pretendia criar uma infeliz República Bolivariana na América do Sul.

Entretanto, fortemente incomodadas, as hienas que assaltam o tesouro e as tradições do País tentam a todo custo desestabilizar o governo, simplesmente por ele tentar reestabelecer a lei e a ordem republicanas, com base em uma democracia de verdade, e não em uma republiqueta de troca de favores entre os que têm assento à mesa do poder.

Que voltem com ardor as comemorações de nossas datas cívicas, com cânticos de hinos e celebrações militares e escolares, com participação ativa da sociedade, e que volte o orgulho de ser brasileiro, e que tremule bem alto a nossa bandeira verde, amarela, azul e branca, com a divisa Ordem e Progresso e todas as suas estrelas.

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