O primeiro mês de 2025 traz consigo a campanha Janeiro Branco, dedicada a conscientizar a população sobre a importância de cuidar da saúde mental e buscar apoio profissional, quando necessário. O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) apoia a iniciativa e oferece, por meio do Serviço de Atenção em Saúde Mental (SASM), atendimentos especializados em psicologia e psiquiatria, essenciais para tratar beneficiários que enfrentam ansiedade, depressão, entre outros transtornos mentais.

Com o início de um novo ano, reflexões e mudanças de hábitos ganham destaque. É nesse contexto que surge o Janeiro Branco – reconhecido pela Lei Federal Nº 14.556, de 2023 – que busca quebrar tabus, reduzir o estigma e promover o cuidado contínuo com a saúde mental. “O período de comemorações e início de ano estimula desequilíbrios emocionais, seja pelas metas cumpridas ou não e pela chegada de um novo ciclo”, informa Milena Borges, psicóloga do Ipesaúde.

A psicóloga destaca que o período também é ideal para novos começos, sobretudo uma oportunidade de cuidar do corpo e da mente. “O início do ano é um momento de rever o que ficou no passado e cuidar da saúde integral. Muitos consideram a saúde mental como secundária, mas ela é tão importante quanto a física”, afirma.

O médico psiquiatra do Ipesaúde, Tone Rudson, reforça como o Janeiro Branco é fundamental. “Este é um tipo de campanha que ajuda na conscientização para o cuidado com a saúde mental, que, infelizmente, para maioria da população ainda é uma coisa que é deixada muito em segundo plano. Mas se a saúde mental não funciona bem, fica difícil qualquer outro hábito da vida pessoal funcionar direito, seja no trabalho, nos estudos ou na vida social”.

Alertas para buscar apoio 

Alterações no comportamento habitual, como ansiedade, irritação, insônia ou até mesmo mudanças no apetite, podem ser sinais de alerta para buscar apoio psiquiátrico, conforme aponta Tone Rudson. Segundo o especialista, é essencial prestar atenção tanto nas próprias emoções quanto na de familiares, amigos ou colegas de trabalho. “Ao perceber que o comportamento está diferente do habitual, é importante procurar um clínico geral para avaliar se necessita de acompanhamento especializado”, destaca o psiquiatra. Condições como ansiedade e tristeza prolongada são comuns e devem ser tratadas, especialmente se persistirem por mais de um mês.

A psicóloga Milena Borges ressalta que o estigma em torno da saúde mental ainda é uma barreira significativa para quem precisa de ajuda. “No Brasil, muitas pessoas não enxergam como algo necessário, por não ser uma doença física visível. Além disso, o preconceito leva à vergonha de buscar apoio, com medo de ouvir frases como ‘isso é coisa da sua cabeça’”, afirma.

Benefícios do cuidado mental

A beneficiária Gabriela Menezes, 27 anos, que é atendido pelo Serviço de Atenção em Saúde Mental (SASM), compartilha sua experiência. “Eu digo a todos: ‘faço terapia, e ela é libertadora’!. Quando não conseguimos administrar nossas emoções, buscar ajuda é essencial. A vida exige muito de nós e isso desencadeia sintomas como ansiedade e depressão. Cuidar da mente é fundamental”. Para Neilson José Santos, 61 anos, que realiza consultas psiquiátricas no SASM do Ipesaúde, por conta da depressão, a iniciativa de buscar apoio foi transformadora. “Hoje me sinto bem melhor. É importante procurar ajuda. Muita gente tem vergonha, mas isso não pode ser uma barreira”, afirma.

A psicóloga Milena Borges destaca também que medidas simples podem ser eficazes na prevenção de problemas como ansiedade e depressão. “É clichê, mas o óbvio precisa ser dito e o básico funciona: um dos remédios para a saúde mental é a prática de atividade física e a manutenção de uma boa alimentação”, informa.

Fonte, Secom – Estado.

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