
No período que marca o Mês de Conscientização do Autismo, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), destaca as ações realizadas para oferecer a devida assistência ao público-alvo. A fim de contribuir com a inclusão dos 2.197 alunos do espectro autista matriculados na rede estadual, a Seed dispõe de meios estratégicos para tornar a experiência escolar desses estudantes a mais positiva possível.
Presentes no dia a dia escolar dos alunos, os profissionais de Apoio Escolar e Acompanhamento Especializado trabalham em função de tornar sua rotina mais descomplicada e funcional. Disponibilizados pela Seed, por meio do Centro de Referência em Educação Especial (Creese), os funcionários de Apoio Escolar auxiliam os alunos com atividades cotidianas, como locomoção, interação e alimentação.
Já os acompanhantes especializados trabalham no meio pedagógico, atuando com os alunos no desenvolvimento de suas atividades. Desde a mais recente convocação, por meio do PSS nº 15/2024, já foram chamados 363 profissionais voltados ao acompanhamento especializado, e 176 de apoio escolar.
Além dos profissionais, diversas escolas contam com salas de recursos multifuncionais, totalizando 125 unidades na Rede Estadual. Durante o contraturno do horário de aula dos alunos, eles conseguem trabalhar questões em que apresentam alguma dificuldade. No ambiente, além de aprender determinados conteúdos didáticos, os alunos têm a oportunidade de desenvolver atividades necessárias na rotina diária.
Para Raquel Delgado, coordenadora do Centro de Apoio ao Surdo (CAS), vinculado ao Serviço de Educação Inclusiva (Seinc), oferecer assistência aos alunos do espectro autista é de grande importância. “A inclusão desses alunos é uma oportunidade para tornar a escola um espaço mais humano e enriquecedor, além de garantir a igualdade de oportunidades e respeito à diversidade”, disse ela.
Pedro Augusto, aluno do Centro de Excelência Nelson Mandela, em Aracaju, comentou sobre sua experiência estudando na escola, recebendo o suporte necessário. “Eu gosto da escola, me sinto acolhido desde o primeiro ano. Tenho a diretora e a coordenação que me ajudam. E também me sinto protegido, tenho bons amigos e me dou bem com todos”, comentou.
“Tem um professor que está me ajudando a ser um cientista da computação, porque eu acho uma área boa para o futuro, e também me identifico com isso”, acrescentou Pedro, que deseja cursar Ciência da Computação após o Ensino Médio.
Já Danielle Vicente, mãe do aluno Carlos Eduardo, também do Centro Nelson Mandela, disse estar muito satisfeita com a assistência prestada a seu filho: “Quando preciso conversar sobre meu filho, sempre sou bem atendida, e é dada a real importância quando falo sobre as dificuldades dele”.
Atendimento cauteloso e inclusivo
O diretor da Escola Estadual Professora Maria Hermínia Caldas, em Nossa Senhora do Socorro, Leandro Calazans, afirmou que o trabalho é realizado de forma inclusiva, acolhedora e respeitosa na escola.
“Nosso trabalho é pautado na construção da autonomia. Evidenciamos que o autista pode e deve ser estimulado para desenvolver habilidades e competências no processo ensino-aprendizagem. Temos um projeto maravilhoso, o Coral Vozes da Inclusão, que é voltado para alunos com deficiência da Sala de Recursos e alunos das turmas regulares. Ele tem como objetivo intensificar a inclusão de forma lúdica e prazerosa, trazendo possibilidades de descoberta de novas habilidades”, compartilhou.
Para Gleyse Karine, coordenadora pedagógica da Escola Estadual 11 de Agosto, em Aracaju, a inclusão de alunos com deficiência na educação pública é um direito fundamental. “Trabalhamos a diversidade, valorizando as diferenças e adaptando seus métodos de ensino para atender às necessidades de cada aluno, independentemente de suas deficiências. Fazemos também o uso de tecnologias assistivas e adaptação de materiais, a fim de construir um ambiente favorável ao aprendizado”, finalizou.
Fonte, Secom – Estado.