Parlamentar questiona o número de leitos de UTI no Estado de Sergipe

Na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), o deputado Georgeo Passos (Cidadania) voltou a chamar a atenção para a situação da saúde pública e para os problemas no abastecimento de água em diversos municípios sergipanos. Na oportunidade, o parlamentar mencionou que recebeu o pedido de uma mulher que aguardava por atendimento de alta complexidade por meio da UTI, mas que na semana seguinte acabou falecendo enquanto esperava pela assistência em saúde.

Sobre a oferta de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Sergipe dispõe atualmente de 245 leitos para adultos e 50 pediátricos na rede pública. “A quantidade é insuficiente para atender a demanda da população. Poderia ter tido um tratamento melhor, mais adequado, em um leito de UTI, e não teve acesso. Infelizmente, morreu em virtude da falha do serviço público de saúde do Estado de Sergipe. Existem casos de pacientes que não conseguiram vagas, mesmo com solicitações feitas pelo sistema de regulação”, afirmou.

O deputado também repercutiu a tentativa de equiparar outros setores hospitalares às UTIs. “Dizer que a Ala Vermelha é como se fosse uma UTI não é verdade. Se fosse, teria o nome de UTI. Não recebeu a devida qualificação nem segue os protocolos do Ministério da Saúde”, declarou.

Falta de água

Georgeo Passos também abordou a atual situação da empresa Iguá Saneamento diante da falta de água em vários municípios. “No povoado Gruta da Macambira, em Nossa Senhora Aparecida, Encontramos moradores que estão há mais de quatro meses sem receber uma única gota de água. Isso é inadmissível”, ressaltou.

O parlamentar alertou ainda para a cobrança de carros-pipa solicitados por consumidores em situação de desabastecimento. “As pessoas, no desespero, pedem um carro-pipa para não faltar água em casa. No mês seguinte, recebem uma conta de R$ 150 ou R$ 200. Isso está errado”, criticou.

O deputado declarou que, muitos consumidores não são informados sobre o procedimento correto junto à empresa. “Quando não tem água, o pedido não é de carro-pipa, é de verificação de falta de água. A maioria da população não sabe disso, nem eu sabia. Falta transparência. O cliente está sendo enganado.  Muitos preferem pagar por um serviço que não recebe a gastar dinheiro para cancelar uma conta ou correr o risco de ter o nome negativado”, concluiu.

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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