Agressão ocorreu durante manifestação em frente ao Palácio do Planalto

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ministros do STF e entidades repudiaram hoje (3) agressão sofrida pelo fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S.Paulo, durante manifestação em Brasília. Os manifestantes levavam faixas com mensagens contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O profissional do Estado de .Paulo foi agredido com socos e chutes quando tentava registrar fotos do presidente cumprimentando os manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. Além de Sampaio, o motorista do jornal, Marcos Pereira, foi derrubado com uma rasteira. Os agredidos deixaram o local escoltados pela Polícia Militar. Jornalistas de outros veículos também foram hostilizados durante o ato. 

A ministra Cármen Lúcia lamentou a agressão na data em que é comemorada o Dia da Liberdade de Imprensa.

“É inaceitável, inexplicável, que ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel do profissional de imprensa é o que garante a cada um de nós poder ser livre. Estamos, portanto, quando falamos da liberdade de expressão e de imprensa, no campo das liberdades, sem a qual não há respeito à dignidade”, disse. 

O ministro Alexandre de Moraes declarou que as agressões contra jornalistas devem ser repudiadas e não podem ser “toleradas pelas instituições e pela sociedade”. 

Para Gilmar Mendes, a “agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia”.

Para o ministro Luís Roberto Barroso é preciso valorizar o papel do jornalista.

“Dia da Liberdade de Imprensa. Mais que nunca precisamos de jornalismo profissional de qualidade, com informações devidamente checadas, em busca da verdade possível, ainda que plural. Assim se combate o ódio, a mentira e a intolerância”, disse. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, manifestou solidariedade aos jornalistas e disse que”cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror.”

Sociedade Civil

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) disse que espera que os agressores sejam identificados e punidos de acordo com a lei. 

“Além de atentarem de maneira covarde contra a integridade física daqueles que exerciam sua atividade profissional, os agressores atacaram frontalmente a própria liberdade de imprensa. Atentar contra o livre exercício da atividade jornalística é ferir também o direito dos cidadãos de serem livremente informados”, declarou a entidade.

Edição: Liliane Farias e Narjara Carvalho

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • VALMIR DE FRANCISQUINHO DEIXOU ALUNOS SEM KIT ESCOLAR NO INÍCIO DAS AULAS

    Enquanto milhares de estudantes da rede municipal de ensino de [...]

  • Governo de Sergipe e MPSE firmam acordo com Iguá para regularizar abastecimento de água

    O Governo de Sergipe, através da Agência Reguladora de Serviços [...]

  • 4º Congresso Assistencial da Rede Primavera reúne palestrantes de várias partes do país

    Com o tema “A tríade que move a saúde: Pessoas, [...]

  • Érica Melline realiza palestra “O Despertar da Mente” em Aracaju com proposta de transformação emocional e ação social

    A empresária, escritora e pesquisadora Érica Melline estará em Aracaju, [...]

  • Sidy Gomes vai comandar o Arraiá da Magnífica nesta sexta-feira em Aracaju

    Na contagem regressiva para a noite especial, a cantora Sidy [...]