Firjan defende reforma da Previdência como forma de reduzir juros

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou apoio à manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano, o menor nível desde 1986.

Para a entidade, “diante do cenário de ainda elevada ociosidade no mercado de trabalho e na capacidade instalada, assim como inflação e expectativas inflacionárias alinhadas dentro da meta determinada, a manutenção da taxa de juros em patamar historicamente baixo segue adequada”.

A entidade indicou que, para o país manter um crescimento econômico por longos períodos, com juros baixos e inflação na meta, é necessário que haja o equilíbrio das contas públicas. “Por isso, a aprovação da reforma da Previdência é tão importante. Trata-se do primeiro passo na direção do crescimento econômico sustentável do país”, afirmou a Firjan, em nota.

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a manutenção dos juros é positiva. “A medida foi acertada e demonstra que a instituição é independente do governo, é um órgão do Estado”, afirmou a entidade em nota.

“Conforme a federação havia previsto, a manutenção é justificada pela inflação mais controlada, mas, por outro lado, sem espaço para redução de juros no ambiente de câmbio ainda volátil e restando muitas incertezas políticas”, completou.

A expectativa da federação é que, no médio prazo e com as reformas aprovadas, o país passe por um ajuste fiscal, com queda de juros e recuperação do emprego, renda, consumo e produção. Para a federação, isso deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Redução

A Força Sindical considera a taxa ainda alta e diz que isso vai prejudicar a geração de empregos. Em nota assinada por seu presidente Miguel Torres, a central criticou o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central.

“O Banco Central perdeu uma ótima oportunidade para promover uma drástica redução na taxa básica de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país. Ou seja: mais uma vez o Banco Central frustra os anseios dos trabalhadores”, diz Torres.

Segundo ele, os juros altos “sangram o país e inviabilizam o desenvolvimento”. “Geração de empregos com mais renda, transporte de qualidade e moradias dignas só serão possíveis com juros em patamares baixos”, escreve Torres.

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