Perito revela que SSP não fez
licitação para comprar equipamentos

O processo que apura o escândalo do lixo, decorrente da Operação Torre de Babel, está paralisado na 3a, Vara Criminal, em decorrência da falta de perícia em 15 celulares, 5 HDs, 3 pen drives,  3 notebook e 01 desktop. Os 15 réus, envolvendo o dono da Torre, José Antônio Torres Neto, o ex-presidente da Emsurb, Mendonça Prado e mais 13 acusados respondem pelos crimes de estelionato, associação criminosa (formação de quadrilha) e crimes contra a administração pública.

Em resposta ao ofício do Departamento Especializado de crimes contra a Ordem Tributária e a Administração Pública – DEOTAP – o diretor do Instituto de Criminalística, Nestor Joaquim de Gois Barros relatou a demanda de exames e disponibilidade de equipamentos ao atendimento solicitado pela justiça.

O perito criminalista, José Jorge Barreto Torres que era apontado como responsável pela demora na entrega dos laudos periciais fez sua defesa, ao apresentar uma Comunicação Interna dirigida ao diretor do Instituto lembrando, na qual ele afirma que o estado de Sergipe não dispõe de aparelhos avançados para fazer tais exames e aguarda por equipamentos que estão em processo de licitação.

Jorge Torres disse ainda que a crescente demanda para a Seção de Computação Forense do Instituto de Criminalística e a falta de equipamentos, já que o governo não os adquiriu em processo licitatório impedem o trabalho de perícia nos aparelhos apreendidos na Operação Torre de Babel.

O perito lembrou que os exames desses aparelhos apreendidos só podem ser realizados no laboratório  de Computação forense da Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, o que torna todo o processo de extração e análise dos dados dos equipamentos apreendidos, significativamente mais lento.

Cuidadoso, o perito criminalista fez uma tabela contendo a situação atual do material apreendido pela polícia, que está no Instituto de Criminalística para ser periciado. Após emitir a Comunicação Interna ao Diretor do Instituto de Criminalística, o documento foi enviado à Deotap e em seguida protocolado no Cartório da 3a. Vara Criminal de Aracaju.

A partir de agora, a juíza Valéria Libório deve se manifestar sobre os documentos anexados ao processo, encaminhando ofício à Superintendência da Polícia Federal em Sergipe solicitando que os aparelhos apreendidos sejam periciados na PF.

A oposição parlamentar na Câmara de Aracaju critica a demora no andamento do processo e, a partir da manifestação do perito Jorge Torres informando que a Secretaria de Segurança Pública ainda não licitou a compra de equipamentos necessários à extração e análise de dados em celulares, HD e notebook para a confecção de laudos periciais, os vereadores Emília Correia, Cabo Amintas e Elber Batalha devem se pronunciar sobre o assunto.

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