A exposição artística dedicada aos festejos juninos, já tradicional no calendário cultural do Governo de Sergipe, ganhou um novo significado este ano. Intitulada ‘Ao Mestre das Bandeirinhas’, a mostra presta homenagem à vida, à trajetória e ao talento de Andresson Dias (in memoriam), artista apaixonado pelo São João e reconhecido por seu trabalho que une a cultura popular e as artes visuais. A exposição foi aberta na manhã desta terça-feira, 17, no Corredor Cultural Wellington Santos “Irmão”, espaço localizado na unidade sede da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), em Aracaju, e foi contemplada pelos editais da Lei Aldir Blanc.

As obras produzidas por Andresson prestam homenagem ao pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, uma das grandes referências do modernismo no Brasil. A estética junina, com suas bandeirinhas, brincadeiras, casamento caipira e quadrilhas, aparece traduzida nas cores, nas formas e na sensibilidade do olhar do artista, que une elementos tradicionais e contemporâneos em suas criações.

Durante a solenidade de abertura, o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, fez uma homenagem ao artista e à sua família. “Gostaria de agradecer à família por essa sensibilidade de permitir essa exposição, mesmo em um momento difícil. Ao mesmo tempo, é uma celebração do que temos de mais belo na nossa cultura, que são os festejos juninos. A bandeirinha é, sem dúvida, a maior expressão dessa festa, presente nas ruas, nas casas, nos bairros. Andresson, que foi conhecido como o Mestre das Bandeirinhas, deixa um legado que ficará eternamente marcado na história cultural de Sergipe”, destacou.

A família de Andresson recebeu das mãos do presidente da Funcap uma placa em homenagem ao artista. Irmã de Andresson, Raimunda Dias se emocionou ao relembrar o irmão. “São muitas emoções, porque a partida dele foi muito recente. É muito difícil ainda para mim, mas estou feliz e grata por essa homenagem. Andresson tinha essa força, esse espírito artístico nele. A cultura junina sempre fez parte da nossa família. A gente nunca deixava passar em branco. Nós plantávamos milho, fazíamos as comidas, tinha fogueira na porta, todo mundo participava. Andresson levou esse amor com ele e traduziu isso na sua arte”, contou.

A curadora da exposição, Jane Junqueira, também destacou às contribuições para a cultura sergipana deixadas pelo artista. “O Governo de Sergipe e a Funcap se unem hoje para prestar uma homenagem justa a esse artista que nos deixou, mas que fez uma contribuição enorme para o estado, a partir de suas raízes, dos seus costumes e dos seus valores. Ele saiu de cena, mas a arte é infinita, e essa exposição permite que mais pessoas conheçam sua obra e sua história”, afirmou.

O ator, diretor e produtor cultural Ivo Adnil participou da abertura com uma apresentação especial, declamando um texto de sua autoria em homenagem a Andresson Dias. “Não te esqueceremos. Sua contribuição artística prevalecerá em seu acervo e na memória dos que tiveram o prazer de te conhecer. A originalidade das suas obras, plásticas e teatrais, nos obriga a mergulhar no tempo do amor que você dedicou ao lúdico, tão necessário para atenuar as dores do mundo, através do belo e da arte”, disse.

Como no trabalho e vida de Andresson, o clima foi de alegria, de exaltação da arte e dos festejos juninos. E, abrilhantando o evento, apresentação do cantor forrozeiro Mimi do Acordeon. “É um momento muito especial. Para mim é uma honra ter sido convidado para participar dessa exposição, tocar aqui e fazer essa festa bonita”, afirmou Mimi do Acordeon.

A exposição ‘Ao Mestre das Bandeirinhas’ fica aberta para visitação até o dia 31 de julho, no Corredor Cultural Wellington Santos “Irmão”, na sede da Funcap, localizada na Rua Vila Cristina, bairro 13 de Julho, em Aracaju. O espaço tem horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Sobre o artista

Andresson Dias nasceu em Penedo, no estado de Alagoas, em 12 de dezembro de 1973. Aos seis anos de idade se mudou para o Rio de Janeiro, onde despertou para as atividades artísticas. Aos 14 anos, retornou para Sergipe e, aos 19, ingressou no curso de Teatro da Universidade Federal de Sergipe (UFS), iniciando sua trajetória artística em 1993, com a criação de figurinos, estamparia artesanal, adereços e cenografia para o teatro.

 

 

Fonte: SECOM -SE

 Foto: Marco Ferro

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