Campanha “Eu, Mulher Negra, Resisto” faz alusão ao 25 de julho, Dia Nacional de Tereza de Benguela – Dia da Mulher Negra

Julho é um mês marcado por importantes datas que reconhecem e fortalecem a luta da população negra no Brasil. No dia 03 de julho, foi celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, em alusão à primeira Lei brasileira contra o racismo; e no próximo dia 25 de julho é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela – Dia da Mulher Negra. O Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (Seias), destaca o protagonismo e a luta das mulheres negras sergipanas na campanha “Eu, Mulher Negra, Resisto”, idealizada pela Diretoria de Inclusão e Direitos Humanos (DIDH/Seias).

De acordo com Lídia Anjos, assistente social e diretora de Inclusão e Direitos Humanos da Seias, o dia 25 de julho relembra a importância do Dia Internacional da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha, um marco internacional de luta e resistência da mulher negra no enfrentamento à dominação, tanto pelo racismo quanto pelo sexismo no mundo. “Em 2014, o Governo do Brasil, a partir da então presidenta Dilma Rousseff, recepcionou o pleito de lutas das mulheres negras brasileiras, instituindo o dia Nacional de Tereza de Benguela como o dia da Mulher Negra, através da Lei 12.987, em homenagem a essa rainha quilombola, cuja memória é símbolo de resistência e enfrentamento à escravidão”.

Tereza de Benguela era líder quilombola e foi assassinada barbaramente, segundo lembra Iyá Sônia Oliveira, referência técnica para Povos e Comunidades Tradicionais e População Negra da Seias. “Também conhecida como Rainha Tereza, ela foi uma mulher que viveu no séc. XVIII e tornou-se uma liderança do Quilombo do Piolho, conhecido como Quilombo Quariterê. O território quilombola fica localizado onde, hoje, é a cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Ela foi considerada rainha não somente pelo fato de ter liderado esse quilombo, mas, como todos os líderes quilombolas da época, por também ter sido perseguida. Tereza de Benguela foi assassinada e teve a cabeça exposta no meio do Quilombo”, conta.

A Campanha “Eu, Mulher Negra, Resisto” vem para homenageá-la através das vozes de mulheres negras sergipanas. Lideranças femininas com protagonismo reconhecido na Cultura, na Educação, na Política, na Ciência, na Religião e, principalmente em comunidades quilombolas, representando a força ancestral de Tereza de Benguela e seus enfrentamentos à escravidão, que persiste nos dias atuais, em formas análogas e nos silenciamentos diversos, múltiplos convertidos em desigualdades estruturais. A campanha “Eu, Mulher Negra, Resisto” será publicada nas redes sociais e canais oficiais da Secretaria de Estado da Inclusão Social.

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