Licitação dos boxes começou semana passada e segue nesta terça, 19. Mas opositores pediram cancelamento no MP

No início de agosto passado, o promotor de Lagarto, Antônio Cesar Leite de Carvalho, foi definitivo: sem licitação, os boxes do Mercado Municipal José Correia Sobrinho, prontos para serem usados, não seriam abertos sob nenhuma hipótese. O problema, à época, era que vereadores da oposição haviam conseguido adiar a votação do projeto que autorizava a prefeitura a realizar o processo licitatório. Vencida essa etapa, a licitação foi iniciada na última terça, 12, e se encerra no dia 19.

Alex: “um box por R$ 12 mil está caro”/CML

Mas os problemas não pararam de ocorrer: a licitação, prevendo maior oferta pelos locais de comercialização, num prazo de concessão de 15 anos, agora é alvo de nova ação de opositores, que buscaram o Ministério Público para denunciar o processo.

“Na verdade, nós tínhamos a denúncia, mas o promotor pediu que a gente formalizasse um termo. Fizemos isso e agora estamos aguardando, pois ele disse que até a terça-feira dá uma posição”, relata o vereador Alex Dentinho, PR. “Mostramos que há vários erros, inclusive a presença do vereador Fábio Frank na Agência Reguladora, num acúmulo de função”, disse Alex, em relação a agência que está responsável pelo processo, ao menos em sua etapa inicial.

NADA A VER

Ibrain: “oposição queria a ilegalidade”/CML

Para o presidente da Câmara, vereador Ibrain Monteiro, não se trata de nada disso. “A oposição estava mesmo era querendo que a prefeitura cometesse a irregularidade de doar, sem lei, sem respeito ao dinheiro do contribuinte. Aí, no discurso, isso pode ter um certo apelo, mas não deixa de ser uma irresponsabilidade muito grande com os feirantes e com a população”, destaca Ibrain.

Para o presidente, mais do que o mero discurso, é preciso levar a sério. “São 550 boxes. São centenas de famílias que dependem daquele local. E a oposição querer barrar? Eles vão ser cobrados pelos milhares de consumidores que podem ficar sem ter aonde comprar alimentos e outras coisas”, reforça o vereador.

Por fim, Alex reclama dos preços. “Está caro um box do R$ 12 mil”. Nesse caso, Ibrain destaca que tudo está dentro da lei, respeitando um edital bem feito, atento as necessidades da cidade e de sua população. “Imagina se, para usar um local público por 15 anos, o cidadão paga R$ 12 mil. Sai menos de R$ 1 mil por ano. Menos de R$ 100 reais por mês. Ao contrário da oposição, que queria a ilegalidade, a prefeitura fez um estudo e apresentou um preço justo. Quem adquirir um box vai ter certeza de que, nesse caso, ele também estará dentro da lei, como as coisas devem ser, sempre”, finaliza Ibrain Monteiro.

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