Vitória acachapante e um novo mapa político em Sergipe

A eleição deste domingo, 4 de outubro, deixa para Sergipe um resultado claro nas urnas e, sobretudo, o registro de um processo eleitoral marcado pela tranquilidade. Em um ambiente democrático, no qual diferentes projetos e visões disputaram a preferência do eleitor, o Estado cumpriu mais uma vez o seu papel de escolher, pelo voto, os representantes que conduzirão os destinos de Sergipe nos próximos anos.

A principal definição veio ainda no primeiro turno. Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito governador com 727.291 votos, superando 59% dos votos válidos. Valmir de Francisquinho (Republicanos), seu principal opositor, terminou em segundo, com 37,48% dos votos válidos. Ainda na disputa, Dr. Helton (PSOL) ficou em terceiro, com 3,02%, enquanto Taty Cristina de Jesus (DC) obteve 0,22%.

Mais do que a confirmação de uma liderança eleitoral, a reeleição impõe ao governador uma responsabilidade ainda maior. Se o eleitor aprovou o caminho adotado no primeiro mandato, também entregou a Fábio Mitidieri a tarefa de fazer mais e melhor. O segundo mandato não pode ser apenas uma continuidade administrativa, mas deve representar a oportunidade de corrigir eventuais falhas, ampliar políticas públicas e responder aos novos desafios de Sergipe.

A mensagem das urnas também alcança o Legislativo. Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) foram escolhidos para permanecer no Senado, mantendo uma representação já conhecida dos sergipanos. Na Câmara Federal, oito nomes formarão a bancada que defenderá os interesses do Estado em Brasília. Na Assembleia Legislativa, 24 deputados terão a missão de fiscalizar o Executivo, propor leis e participar diretamente das decisões que impactam a vida da população.

É justamente neste ponto que começa uma nova etapa. Encerrada a disputa eleitoral, é hora de deixar a lógica da campanha para trás. O eleitor fez suas escolhas. Cabe agora aos eleitos transformar votos em trabalho, mandatos em resultados e compromissos de campanha em ações concretas.

A tranquilidade registrada no processo eleitoral também merece ser destacada. Em tempos de forte polarização política, Sergipe demonstrou maturidade ao participar de uma disputa competitiva sem permitir que as diferenças políticas se transformassem em conflito capaz de comprometer o exercício democrático.

O resultado das urnas deve ser respeitado, assim como devem ser respeitados os eleitores que fizeram escolhas diferentes. Democracia não termina na apuração dos votos. Ao contrário: começa, para os eleitos, a responsabilidade de governar e representar todos, inclusive aqueles que não estiveram ao lado de suas candidaturas.

Sergipe inicia, portanto, um novo ciclo político. Fábio Mitidieri terá quatro anos para entregar a gestão prometida e superar o primeiro mandato. Senadores, deputados federais e estaduais terão igualmente a responsabilidade de honrar a confiança recebida.

Por Fábio Viana da equipe CinformOnline.

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