
O crescimento bem acima do esperado da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto em relação ao presidente Lula (PT) não é momentâneo, mas uma tendência no cenário político do País. Mais jovem, moderno, com discurso moderado, de boa oratória e transmitindo confiança, Flávio vem conseguindo resgatar a popularidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas vem conquistando o apoio do eleitorado que, apesar de Direita, não se alinhava ao bolsonarismo.
Os números da política no Brasil nos últimos pleitos vêm comprovando um desgaste e um enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores. Basta verificar que, apesar de terem elegido o presidente da República, a legenda apresenta resultados abaixo da média quando se trata de governadores e prefeitos, por exemplo. Aqui em Sergipe, por exemplo, o PT tem apenas um deputado estadual (Chico do Correio), um deputado federal (João Daniel) e o senador Rogério Carvalho.
Em 2026, os dois primeiros vão lutar muito para conseguirem se reeleger e Rogério, apesar de bem avaliado pelo Estado, ainda não tem um “governador para chamar de seu”! Na eleição municipal de 2024, em Aracaju, o PT decepcionou com os 28 mil votos da candidata à prefeita e por ter elegido apenas um vereador (Camilo Daniel). Isso em uma capital que já foi dominada politicamente pela legenda e aliados por duas décadas, praticamente.
Mas, voltando ao cenário nacional, uma coisa é o PT fragilizado, outra coisa é o “Lulismo”, que continua predominando, pelo menos na região Nordeste, muito embora, após quatro anos governando o País, a sensação é que o cenário atual é diferente de 2022, e a “vantagem” daquele pleito muito provavelmente não se repetirá desta vez. O problema está no presidente Lula, sendo bem objetivo! A “esperança” de que ele “vendeu” na eleição passada, parece ter se perdido com o tempo.
Existem pontos assertivos sim, mas a maioria das promessas feitas aos brasileiros não saíram do papel ou hoje se tornaram “trunfos” para a oposição pelas decisões contraditórias e semelhantes do que era criticado lá atrás. Pior: amargando uma profunda falta de credibilidade, agora parte da “Grande Mídia” parece viver uma “crise de identidade” e muitos que defendiam abertamente o governo Lula, hoje já não suportam tantos desmandos, equívocos e até indícios de corrupção.
A impressão é que Lula já não manda no País e que ele está apenas sentado na cadeira, “figurando” como presidente da República. De um lado temos um Congresso que se impõe e prioriza seus interesses e do outro tem um Supremo Tribunal Federal (STF) que “controla” o parlamento com censura, “defende” o governo das pressões, toma as decisões pelo Executivo e Legislativo e se blinda seus próprios “escândalos”, diminuindo a importância de uma instituição como a Polícia Federal.
Se a PF está supostamente sendo usada politicamente e perdendo muito de sua credibilidade, o que dizer do Ministério Público? São instituições que lutaram por décadas para chegarem ao patamar de independência, para conquistarem a confiança do povo brasileiro, e hoje estão jogadas no mesmo “descrédito” do PT, do presidente Lula e até do STF e do Poder Judiciário como um todo! A impressão é que parte da “Grande Mídia” já entendeu isso e agora tenta, a todo custo, sair deste “abismo”!
Flávio Bolsonaro é sim um pré-candidato competitivo, ainda com boa margem para crescimento e em condições de chegar à presidência da República. Não comete os mesmos equívocos de seus irmãos e do próprio pai e parece determinado (e predestinado) a vencer esta eleição. Mas, justiça seja feita, a “estagnação” de Lula, que não representa nada de novo e nenhuma perspectiva diferente para o País, e os escândalos dos ministros do STF só contribuem para o crescimento da oposição. Atuam como verdadeiros “cabos eleitorais” para Flávio chegar ao Planalto…
Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.
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