
A eleição presidencial chega à reta final, e o próximo domingo, 25 de outubro, será mais um momento decisivo para os brasileiros. Em Sergipe, os eleitores voltarão às urnas exclusivamente para escolher o próximo presidente da República, já que Fábio Mitidieri (PSD) garantiu a reeleição ao Governo do Estado ainda no primeiro turno. A disputa nacional entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentra, agora, as atenções das lideranças políticas e dos eleitores sergipanos.
O resultado do primeiro turno dá uma dimensão do desafio das duas campanhas no estado. Lula recebeu 856.019 votos, o equivalente a 62,75% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 417.839 votos, ou 30,63%. A diferença foi de 438.180 votos, mais que o dobro da votação do candidato do PL.
Os números colocam Sergipe entre os estados em que Lula terminou a primeira etapa da eleição com uma vantagem expressiva sobre o adversário. Embora o resultado anterior não determine o comportamento do eleitorado no segundo turno, ele oferece às campanhas um importante parâmetro para organizar suas estratégias e ampliar a mobilização.
Outro dado que merece atenção é o contingente de eleitores que não escolheu um candidato. No primeiro turno, Sergipe registrou 24.859 votos brancos e 50.027 nulos. A abstenção chegou a 301.053 eleitores, o que equivalente a 17,30% dos eleitores aptos a votar no estado. Somados, esses números evidenciam o tamanho do desafio de estimular a participação e conquistar votos entre aqueles que não compareceram às urnas ou não validaram sua escolha.
Nesta última semana, a tendência é de intensificação dos atos de campanha e das articulações políticas dos dois lados. No campo favorável a Lula, o senador Rogério Carvalho, o governador Fábio Mitidieri e demais integrantes e simpatizantes da esquerda devem atuar na mobilização de eleitores, buscando transformar os apoios políticos em participação efetiva no domingo.
Do lado de Flávio Bolsonaro, nomes como o senador Laércio Oliveira, o deputado Luizão Dona Trampi e André Moura, além de outras lideranças e apoiadores da direita, devem reforçar as ações em favor do candidato do PL. A disputa também passa pela capacidade de cada grupo de envolver suas bases, ampliar a presença nas ruas e convencer eleitores que ainda não definiram sua escolha.
A mobilização, porém, não deve ficar restrita à Grande Aracaju. Municípios do interior também serão importantes para as estratégias das campanhas, tanto pela presença de lideranças locais quanto pela capacidade de articulação política em diferentes regiões do estado. Carreatas e demais manifestações devem fazer parte dos últimos esforços para conquistar votos.
Com a eleição estadual já definida, o segundo turno desloca o foco da disputa sergipana para o cenário nacional. E é importante que o eleitor sergipano exerça a sua cidadania e tire um tempinho do seu domingo para votar, exercendo o seu poder de escolher quem irá administrar o país pelos próximos quatro anos. Afinal, isso impactará a vida de todos, inclusive a sua.
Por Fábio Viana da equipe CinformOnline
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