Não é segredo para ninguém que o governo Lula (PT) substituiu o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), apostando no baiano Sidônio Palmeira, para melhorar a imagem de sua gestão junto à população brasileira. Diversos aliados do governo, inclusive no Congresso Nacional, defendiam uma mudança imediata na Pasta, condicionando a saída do ex-ministro Paulo Pimenta na esperança de que a avaliação do presidente apresentasse alguma evolução.

Cinco meses depois os números de aprovação do governo continuam caindo e os mesmos aliados que criticavam o trabalho de Paulo Pimenta, agora estão insatisfeitos com Sidônio Palmeira. É evidente que o problema não está concentrado apenas na Secretaria de Comunicação, mas os críticos entendem que a Pasta continua sem conseguir divulgar as ações positivas do governo Lula e perde feio para a oposição sobre estratégias de comunicação nas redes sociais.

É fato que a mais recente pesquisa DataFolha aponta uma desaprovação de 50% do governo Lula junto ao eleitorado brasileiro, o que passou a ser um fator preocupante com o presidente da República passando a olhar mais para a sua reeleição em 2026 e, possivelmente, deverá fazer mais “concessões” em sua gestão em troca de apoios políticos, tentando conquistar partidos e políticos insatisfeitos do Centrão, que “flertam” com a oposição ou que ameaçam lançar pré-candidaturas próprias.

Mas, independentemente dos problemas administrativos e voltando à Comunicação, o governo Lula ainda não conseguiu reverter sua ineficiência nas redes sociais e não evoluiu junto à oposição, que além de tentar retomar o Poder em 2026, já vem se organizando para eleger a maior bancada conservadora da história do Senado, como também eleger o maior número de deputados na Câmara Federal, deixando aliados da Presidência preocupados e extremamente descontentes.

Por sua vez, saindo da política nacional e avaliando o comportamento dos demais políticos brasileiros, a impressão é que as falhas na forma de comunicar com o público vem sendo equivocada e não apenas no Executivo (governadores e prefeitos), mas também no Legislativo (senadores, deputados estaduais e federais, e vereadores) em suas respectivas redes sociais. Há uma preocupação excessiva por parte de muitos com a “agenda” dos políticos, em mostrar os compromissos diários.

Não por acaso que é comum ouvir do eleitorado brasileiro, de uma forma geral, que não lembra em quem votou na eleição anterior ou, se lembra, não sabe destacar ações daquele mandato que ele referendou nas urnas. A classe política não entendeu que suas redes sociais podem ter registros de suas ações, mas é fundamental que se busque um equilíbrio com a produtividade de seus mandatos. Depois muitos ficam sem entender as razões para não se eleger (ou reeleger) e o porquê de se gastar tanto…

Por Habacuque Villacorte, da equipe CinformOnline.

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