Em tempos em que as redes sociais não costumam “perdoar” certos “deslizes” de figuras públicas, eis que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parece não saber o que fazer para controlar a inflação que vem encarecendo os preços dos alimentos, o que vem incomodando boa parte da população brasileira e, consequentemente, contribuído para a queda de sua popularidade. Como “solução” o petista anunciou, essa semana, a isenção de imposto de importação sobre alguns produtos.

A medida do governo federal não foi bem aceita entre os produtores brasileiros, dando a entender que eles ficarão ainda mais prejudicados em relação à concorrência, o que fortalece cada vez mais a teoria de uma suposta “perseguição” do presidente Lula contra o Agronegócio que, politicamente falando, não apoia a reeleição do petista. Além de não prestigiar o mercado interno, o governo sequer chamou os representantes do setor para discutir as medidas que foram anunciadas.

Talvez orientado pelo novo marketing de seu governo, Lula “brinca” com o assunto (alta nos preços dos alimentos): primeiro em um ato público o presidente da República chegou a sugerir o consumo do “ovo de ema”, “ovo de pata”! O discurso viralizou nas redes sociais e só aumentou o desgaste da gestão junto ao povo brasileiro que está insatisfeito por ter que pagar uma média de R$ 30 por cerca de 30 ovos de galinha nas padarias, mercearias, supermercados e centrais de abastecimento.

Mas o problema não está concentrado apenas no preço do ovo, mas do café, do arroz, do peito de franco, da picanha, da gasolina e de outros produtos e serviços, atingindo principalmente as pessoas de baixa renda e a classe média brasileira. Com o olhar voltado para a sua reeleição no próximo ano, Lula tenta a todo custo encontrar soluções para os preços, mas o presidente tenta minimizar o impasse, inclusive pressionando parte do setor produtivo.

Como o anúncio feito pelo governo, essa semana, não convenceu, em uma nova exposição pública o presidente Lula tentou mais uma vez falar sobre o preço dos alimentos, externando sua preocupação, alegando ainda não ter uma solução definitiva e tentando responsabilizar os “atravessadores”, pela deficiência da política econômica de sua gestão. E mais uma vez o presidente da República trouxe uma “piada pronta” sobre a alta nos preços dos ovos:

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo. A galinha não está cobrando caro. Eu não encontrei uma galinha pedindo aumento no ovo. A coitadinha sofre, ainda canta quando põe o ovo, mas o ovo está saindo do controle”. Seria cômico se não fosse trágico! Sem solução para a alta nos preços, o presidente de um País com dimensões continentais como o Brasil quase promoveu o “protesto das galinhas”! Missão difícil para o marketing resolver…

(*) Por Habacuque Villacorte, jornalista e editor do Cinform On Line

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