O cenário político brasileiro começou o ano de 2025 mais movimentado do que muita gente esperava: com o anúncio da pré-candidatura do cantor (e Embaixador) Gusttavo Lima para a presidência da República em 2026. Eleitor declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, o artista surpreendeu boa parte do segmento mais conservador, e sua decisão gerou sim bastante repercussão, com muita gente questionando e já conquistando alguns apoiadores pelo País.

É cedo para dizer se o anúncio da pré-candidatura de Gusttavo Lima é algo irreversível ou pode ser uma grande estratégia de marketing. Estamos falando de um dos artistas mais bem sucedidos da música nacional, com um cachê milionário e com shows que superlotam arenas por onde ele passa. Sua decisão de disputar a presidência da República não parece que exista algum interesse financeiro, considerando sua trajetória de sucesso sem a necessidade de qualquer vinculação política.

Logo após o anúncio, Gusttavo chegou a brincar nas redes sociais e em shows sobre a possibilidade (de disputar a presidência) e a aceitação parece que vem surpreendendo. Ele também demonstrou preocupação com a Saúde Pública do País, com a necessidade de diminuir a desigualdade social e de pôr fim à disputa polarizada entre Direita e Esquerda. Ele chegou a sinalizar para uma reunião com o atual presidente Lula (PT) e com o ex-presidente Bolsonaro para discutir os problemas do Brasil.

Setores da Esquerda e até boa parte da “Grande Mídia” tentaram “desdenhar” de Gusttavo Lima, sinalizando que ele não tem capacidade para gerir o País, inclusive com um preconceito carregado à sua música (sertaneja) e ao segmento Agro. Só que o País governado por Lula e o PT não está bem avaliado. O poder de compra do brasileiro está baixo, os preços estão altos, assim como a taxa de juros e agora até o dólar disparou. O déficit das contas públicas é alto e o governo não transmite credibilidade.

Quando um artista da amplitude de um Gusttavo Lima anuncia sua pré-candidatura à presidência da República ele, na verdade, faz estes setores contrários acenderem uma “luz amarela” de preocupação, principalmente por sua liderança junto às camadas mais populares, de Direita ou de Esquerda, mas que estão insatisfeitos com os rumos do País, com a instabilidade da nossa economia. Um nome tão popular como o do “Embaixador” finda tirando votos de todos os grupos políticos.

Em suma a pré-candidatura de Gusttavo Lima para a presidência e o impacto que ela tem gerado deixa transparecer o descrédito da população brasileira com a classe política. E não apenas para comandar o País, mas há uma “escassez” de grandes líderes como alternativas para governarem nossos Estados e Municípios. Até 2026 também teremos Pablo Marçal e outros nomes bem populares se lançando. Podem não ter preparo para comandar o País, mas “surfam” na nossa “democrática falta de opção”…

(*) Por Habacuque Villacorte, jornalista e editor do Cinform On Line

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