Este é o questionamento que se tem feito diante de um momento de instabilidade administrativa entre o governo de Fábio Mitidieri (PSD) e setores que compõem a estrutura da Segurança Pública de Sergipe. Estamos em meio aos festejos do Carnaval, e por muito pouco os sergipanos não ficaram sem a devida cobertura dos Oficiais Investigadores da Polícia Civil. Em Assembleia Sindical, na sexta-feira (13), a categoria decidiu por uma paralisação integral das atividades durante os festejos, mas depois a categoria chegou a um consenso de priorizar a segurança da sociedade.

O Sindicato dos Trabalhadores chegou a emitir duas notas públicas: uma lamentando a necessidade de iniciar uma paralisação das atividades durante o Carnaval por conta da falta de avanços concretos nas tratativas com o governo do Estado sobre as pautas de valorização profissional; um tempo depois, o SINPOL/SE emitiu uma nova nota pública, em respeito à segurança da sociedade e dos turistas, em um período de grande circulação em nosso Estado, anunciando que a paralisação não mais ocorreria durante o Carnaval.

O governo do Estado sempre que questionado tem dito que o diálogo com as categorias, em especial com as forças de Segurança, segue aberto, mas que não pode e nem vai decidir por pressões externas. Já os policiais civis insistem no agendamento de uma reunião com o governador Fábio Mitidieri por entenderem que a categoria em termos financeiros é uma das mais desvalorizadas do País. Logo quando o governo tem valorizado o título de “Estado mais seguro do Brasil”, por conta da atuação das forças policiais.

É evidente que o Sindicato dos Policiais Civis não vai pautar a política de segurança do governo do Estado. É evidente também que existem insatisfações entre os militares do Corpo de Bombeiros e da própria Polícia Militar, mas é extremamente importante que, em um momento tão positivo para a nossa SSP, que o governador Fábio Mitidieri reconheça o empenho de todos aqueles que garantem um ambiente mais seguro para a nossa sociedade e chame as categorias para dialogar e tentar chegar a um consenso de forma concreta.

Se hoje Sergipe detém o título de “Estado mais seguro do País” isso passa por uma comunhão de forças onde todos contribuem para se chegar a um denominador comum. Não é certo estabelecer desavenças e instabilidade entre as Polícias, Civil e Militar, mas também é fundamental que o diálogo continue prevalecendo, até o limite do possível, porque a cada paralisação quem perde é a sociedade como um todo, que fica desassistida e preocupada. É o SINPOL/SE cedendo de um lado, mas o governo chegando junto do outro. É uma questão que se resolve com diálogo…

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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