Esta semana “bombou” na internet um vídeo em que Bolsonaro exibe imagens obscenas em mídias sociais. Evidentemente, não foi uma boa ideia do supremo magistrado de uma nação expor verdades tão degradantes para um universo tão diversificado, como é o desses usuários, formado por crianças, adolescentes e adultos.

Uma coisa clara é que essa verdade passaria despercebida se um exército de ativistas políticos não providenciasse a multiplicação exponencial do malsinado vídeo, aliás, de um mau gosto e de uma imoralidade também
verdadeiros. A grande mídia, sem assuntos importantes, correu atrás.

Com isso, não se quer relevar que a ideia de expor a verdade foi obtusa e incompatível com o cargo de presidente do Brasil, uma posição que Jair Bolsonaro, até agora, parece ignorar, tornando vãs as iniciativas de desconstruir seu nome pelas aguerridas oposições, pois ele próprio se encarrega disso com eficiência.

O ex-presidente Lula, muitas vezes falou tolices do tipo: “A polícia só bate em quem tem que bater”, ou “Você diria ao paciente: ‘Meu, sifu’?”, ou, “Nem todo mundo é obrigado a ficar se arreganhando pra todo mundo”. “Quero saber se o povo está na merda, e eu quero tirar o povo da merda…”, ainda “Beliscão dói pra cacete”. Mais uma: “É uma crise causada por brancos de olhos azuis”.

Só que nem havia uma profusão de acessos e nem as falanges adversárias dispunham de tempo e nem de empenho para impulsionarem as mídias sociais. Também, em testemunho da verdade, o ex-presidente nunca foi tão longe quanto o capitão.

Senhor presidente Bolsonaro, nem sempre uma boa intenção causa bons efeitos. Lembre-se do que ensinou o filósofo Kant: “E assim como existem
verdades que matam, mentiras há que salvam”.

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