O ano eleitoral iniciou de forma bastante diferente desta vez com a guerra estabelecida entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, e que vem envolvendo diretamente os países do Oriente Médio que mantém relações políticas e comerciais com os americanos. Os conflitos caminham para um mês de duração e, além das incontáveis perdas de vidas e patrimônios históricos destruídos, aumentaram as tensões geopolíticas e as consequências já são sentidas nos mercados financeiros de todo o mundo.

Estados Unidos e Israel ainda não sinalizam que pretendem encerrar o conflito com o Irã e este, apesar das mortes de centenas de seus principais líderes, não demonstra interesse em rendição. Com a instabilidade na produção e transporte do petróleo para outras regiões globo terrestre, os efeitos da guerra já afetam, inclusive, a economia brasileira, em especial na oferta dos combustíveis. Os preços do Diesel nos postos já subiram assustadoramente, e o mercado aproveitou para também aumentar a gasolina.

Já por aí percebemos que, nos aproximamos de Abril e não temos uma dimensão das consequências econômicas e políticas que teremos no ano eleitoral, ainda mais em um País que permanece vivenciando a polarização entre Direita e Esquerda, entre bolsonaristas e lulistas. Havia uma perspectiva que, por se tratar também de um ano eleitoral, teríamos uma “trégua” nesta disputa política com a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol, mas as previsões não são boas.

Com a guerra em andamento e com os mercados mundiais em crise, já seria complicado para o brasileiro “esquecer” o cenário político e focar apenas no futebol, mas também vivemos em um País bastante desigual, com muitos problemas e promessas não cumpridas pelo governo federal, com o dinheiro cada vez mais escasso, com muitos impostos e preços cada vez mais caros nas prateleiras. Sem contar os inúmeros escândalos de corrupção como nos casos do INSS e do Banco Master.

Mas, mesmo diante de tantos problemas, talvez a população ganhasse um pouco de “ânimo” com a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, mas até o “título” de “País do Futebol” nós perdemos nos últimos tempos. São 24 anos sem um Mundial, temos um treinador estrangeiro que chegou para “salvar” nossa Seleção apenas em meados do ano passado, quando acumulávamos resultados pífios nas Eliminatórias da Copa, contra seleções da América do Sul.

Há anos que o nosso futebol é decadente, nossos treinadores perderam espaço para os profissionais de outros Países e até algumas das “estrelas” dos principais clubes brasileiros são de outra nacionalidade. Fica difícil criar uma grande expectativa sobre bons jogos e grandes resultados na Copa do Mundo que se aproxima. Dito isto, não seria exagero dizer que a Seleção não deverá fazer o brasileiro esquecer da política durante o Mundial. Pelo visto a população terá outras “preocupações” nos próximos meses…

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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