
O impasse envolvendo a Zona de Expansão entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão ganhou um novo “capítulo” essa semana. Mesmo com sua agenda de compromissos em São Paulo (SP), a prefeita Emília Corrêa (PL) esteve representada em Brasília (DF), pelo vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) e pelo procurador-geral do município, Hunaldo Mota. Deputados federais e estaduais, o vereador Lúcio Flávio (PL) e o senador Alessandro Vieira (MDB) participaram de reuniões.
Apesar de algumas autoridades colocarem para os sergipanos, em especial para quem reside na Zona de Expansão, que o assunto (vitória judicial de São Cristóvão) já está resolvido, e que talvez não houvesse o que fazer por parte do município de Aracaju, alguns agentes políticos entenderam que o diálogo precisa ser continuado e acentuado ao extremo. A prefeita de Aracaju promoveu uma audiência pública recente na Zona de Expansão, para ouvir as pessoas, a comunidade e, ainda assim, foi criticada.
Autoridades que nem se deram o trabalho de ir até a região, de dialogar com as pessoas, de se colocar à disposição para ajudar no que for possível, mas que optaram pela omissão e pela crítica contra quem se movimentou, quem buscou mobilizar as pessoas. Enquanto isso, a PMA assumiu o protagonismo do assunto, e foi muito além da audiência pública, mas estabeleceu sua representatividade em BSB, tentando encontrar uma solução pacífica para o impasse no Congresso Nacional.
Ricardo e Hunaldo, intermediados pela bancada federal e com o suporte de parlamentares estaduais que atuam politicamente na região, conseguiram conversar com o relator do PLP 6/2024, deputado federal Hildo Rocha, que se comprometeu a concluir a tramitação do projeto nas Comissões de Justiça e Cidadania em três semanas e, em seguida, no plenário. A proposta em questão estabelece regras para o desmembramento simplificado de municípios em casos de conflitos de limites territoriais.
A comitiva sergipana em BSB ainda esteve com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Mota, que demonstrou sensibilidade em relação ao tema e reconheceu a importância de garantir celeridade ao processo. A Prefeitura de Aracaju aposta na celeridade para a tramitação deste projeto porque ele prevê um estudo simplificado de viabilidade, consulta à população por meio de plebiscito organizado pela Justiça Eleitoral e a redistribuição de áreas entre municípios já existentes.
O município de São Cristóvão, que garante reunir condições para zelar pela área em discussão na Zona de Expansão, sequer está resolvendo seus problemas continuados da coleta de lixo, por exemplo. Imagine ter que assumir a responsabilidade por esta área da capital? São realidades que aumentam a preocupação dos moradores da região que, por pertencimento, querem continuar com a cobertura da Prefeitura de Aracaju. Há um “sopro de esperança” no ar! Que a vontade da maioria seja respeitada…
Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline
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