
A eleição em Sergipe continua estranhamente fria. Faltam grandes embates, fatos capazes de alterar o cenário e, principalmente, um envolvimento mais espontâneo da população. No interior, as caravanas percorrem municípios, lideranças apresentam seus candidatos e grupos políticos ocupam as ruas, mas ainda não surgiu aquela atmosfera típica de uma disputa decisiva. A campanha acontece, porém não empolga.
Os próximos dias podem quebrar essa monotonia. A proximidade dos grandes debates colocará os candidatos frente a frente e reduzirá o espaço para discursos ensaiados, vídeos editados e ataques feitos à distância. Será o momento de confrontar propostas, comparar trajetórias e observar quem demonstra equilíbrio para governar Sergipe. Para os adversários de Fábio Mitidieri, será uma das últimas oportunidades de produzir um fato novo e tentar modificar uma disputa que, até aqui, permanece sob controle do governador.
A pergunta é se o eleitor está apenas desinteressado ou se espera justamente pelos debates para prestar mais atenção à campanha. Talvez o silêncio das ruas não represente indiferença, mas cautela. O povo pode estar observando, comparando e deixando para decidir mais perto da urna.
Se os debates tiverem confronto de ideias, firmeza e conteúdo, poderão finalmente aquecer a eleição. Se forem dominados por frases decoradas e ataques vazios, a campanha seguirá fria — e o cenário atual tenderá a permanecer praticamente intacto.
Eleição fria
Estamos a pouco mais de 10 dias das eleições que definirão o futuro do País e dos estados pelos próximos quatro anos. Mas o que estamos vendo nas ruas é muita frieza, pouca participação popular, falta de engajamento e até aquele acirramento típico do período eleitoral, sumiu! É claro e óbvio que esta coluna não torce pela confusão. Mas sim, esta campanha está bem fria.
Força
Com a proximidade do fim da campanha, o governador Fábio Mitidieri chega à reta final com uma vantagem política importante: possui aliados organizados em diferentes regiões de Sergipe. São prefeitos, ex-prefeitos, parlamentares e lideranças que conhecem o território e sabem onde a campanha precisa avançar.
Força II
Fábio construiu uma força importante na capital com serviços importantes como as cirurgias do Opera, o prato na mesa da Assistência, a Segurança Pública exemplar. E essa confiança do eleitorado precisa ser construída nos municípios. O eleitor pode até acompanhar a campanha pelas redes sociais e imprensa, mas continua ouvindo atentamente quem participa da rotina de sua cidade.
Força III
A campanha de Fábio Mitidieri pode crescer no interior quando consegue ligar o discurso eleitoral às entregas realizadas pelo Governo do Estado. Rodovias, escolas, segurança, geração de empregos e programas sociais falam mais alto e dão capilaridade ao nome de Fábio, em descrédito aos últimos governos. Além disso, a campanha de Fábio se alicerça na capacidade de transferir votos dos prefeitos, vereadores e lideranças.
Luciano forte I
Vamos lá… O sujeito chega à prefeitura e encontra verdadeira terra arrasada. Dívidas, sérios problemas administrativos, salários atrasados, veículos sucateados, escolas abandonadas, Saúde de péssima qualidade. Pois foi assim que Luciano de Menininha encontrou a Prefeitura de Propriá. Restou a ele arregaçar as mangas e ir trabalhar. E essa disposição já é vista com bons pela população que vem depositando em Luciano a esperança de dias melhores.
Luciano forte II
Prova dessa confiança foi a passagem da carreata do governador Fábio Mitidieri pelo Baixo São Francisco, no último final de semana. Luciano demonstrou força! Ponto! Ele arrastou uma multidão e mostrou que sua liderança já ultrapassa os limites do município. Luciano saiu do evento ainda mais fortalecido como uma das principais vozes políticas da região e como aliado capaz de mobilizar votos e colocar gente nas ruas.
Ribeiro na área I
Tem um cara nessa eleição que pode surpreender. O Coronel Ribeiro já passou dessa afirmação e agora se consolida como nome forte do PSD. O ex-comandante geral da PM vem percorrendo todo o estado numa campanha determinada a não ficar restrita ao eleitorado ligado à segurança pública. Ao visitar municípios e conversar com diferentes setores, Ribeiro tenta ampliar sua imagem e apresentar propostas para outras áreas. A estratégia é correta: para conquistar uma cadeira na Assembleia, será preciso somar o reconhecimento da carreira militar a uma agenda estadual mais abrangente.
Ribeiro na área II
Coronel Ribeiro possui um ativo que não pode ser fabricado por marketing: experiência real no comando e no enfrentamento à criminalidade. Em uma eleição cheia de candidatos que prometem soluções imediatas, sua trajetória transmite firmeza. Ele já fez. Teve – e ainda tem – o respeito da tropa e o reconhecimento dos sergipanos. Então, por isso e pelo rumo da sua campanha, Ribeiro já deixou de ser uma surpresa. E é um nome consolidado. Como se diz na Fórmula 1, agora é trazer o carro pro box.
No interior
Georgeo Passos continua apostando no contato direto com lideranças municipais para reforçar sua presença no interior. O encontro realizado em Nossa Senhora das Dores reuniu representantes de diferentes cidades e mostrou a extensão de suas relações políticas. Em eleição proporcional, esse tipo de rede faz diferença porque distribui a campanha por vários territórios e reduz a dependência de um único reduto.
Sertão quer respostas
Em Poço Redondo, Robson Viana ouviu demandas relacionadas à produção de leite, máquinas, abastecimento e infraestrutura rural. Esse é o caminho para quem deseja representar o interior: conhecer os problemas no lugar onde eles acontecem. O sertanejo está cansado de candidato que visita o município, passa na carreata e cai fora. O povo do Sertão quer compromisso com água, estradas, produção e geração de renda.
Gararu no projeto
O candidato do Progressistas, Lucas Meneses, tenta transformar sua origem em Gararu em um vínculo político com todo o interior, ou especialmente com o povo do Sertão. A defesa da juventude, dos esportes, da vaquejada e das tradições regionais cria identificação com um eleitorado que raramente se sente representado. Lucas é uma jovem promessa da política, um cidadão gente boa que vai surpreender nessa eleição.
Fiote I
A presença de Natanzinho Lima deu um ingrediente especial à carreata de Fiote das Castanhas, candidato a deputado federal, na noite desta terça-feira, em Itabaiana. O cantor pegou seu jatinho em Fortaleza e foi prestigiar o pai. Transformou o ato político em um encontro marcado por emoção, reconhecimento e vínculo familiar. Natanzinho lembrou o apoio recebido de Fiote no início de sua carreira e agora retribuiu o gesto acompanhando o novo projeto do pai.
Fiote II
E que carreata movimentada, viu? Foi uma verdadeira festa que sacudiu a campanha de Fiote. Foi um upgrade. Fiote das Castanhas ganhou um reforço de peso na reta final da campanha com a participação do filho Natanzinho Lima em sua carreata. Mesmo afirmando que normalmente não se envolve em política, o cantor aceitou o convite do pai e foi a Itabaiana manifestar seu apoio. A presença de Natanzinho ampliou a visibilidade do evento e apresentou ao eleitor um Fiote ligado à família, ao trabalho e às suas raízes itabaianenses.
Voz metropolitana I
Fábio Henrique colocou no centro da campanha uma discussão pertinente: a necessidade de Socorro, São Cristóvão e da periferia de Aracaju terem uma representação mais forte na Assembleia Legislativa. Enquanto outras regiões conseguem eleger vários parlamentares, a Grande Aracaju ainda enfrenta dificuldades para transformar sua expressiva população em força política. Ao defender uma cadeira comprometida com a região, Fábio reivindica atenção para obras estruturantes e comunidades que precisam de investimentos.
Voz metropolitana II
Ao comparar a política com um trabalho técnico, Fábio Henrique apresentou uma mensagem direta ao eleitor: representação exige preparo e capacidade de entregar resultados. Ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro e conhecedor da região metropolitana, ele aposta na experiência administrativa e em uma campanha de porta em porta. A defesa da duplicação da ponte do Marcos Freire e das obras do Guajará mostra que sua candidatura pretende discutir problemas concretos, e não apenas repetir promessas genéricas.
O segundo voto
Quem explica o segundo voto? A disputa pelo Senado esconde uma batalha que nem sempre aparece nos discursos. Como o eleitor poderá escolher dois candidatos? Quem vota não poderá repetir o voto no mesmo Senado. Então, seria interessante que os candidatos ao Senado pudessem dizer ao eleitorado quem é o seu segundo voto. É óbvio que cada candidato deseja ser o primeiro voto. Mas o segundo voto tem o mesmo peso. As estratégias desse voto ainda não estão postas à mesa.
Palanque apertado
A multiplicação de candidatos apoiados pelo mesmo grupo começa a produzir situações curiosas no interior. Em um evento, todos aparecem unidos; depois, cada candidatura tenta convencer o eleitor de que é a verdadeira prioridade daquela liderança. O excesso de alianças pode transformar força em confusão. Quando um prefeito promete o mesmo entusiasmo a muitos nomes, corre o risco de não conseguir entregar resultado expressivo a nenhum.
CRÍTICAS E SUGESTÕES
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