O combate aos casos mais graves de Covid-19 ganhou mais dois reforços. São dois antivirais de nomes difíceis — nirmatrelvir e ritonavir. Quando usados até os cinco primeiros dias de sintomas leves e moderados da doença, ajudam na recuperação do paciente. Os medicamentos são oferecidos pelo SUS para pessoas com fatores de risco e menor resposta vacinal — e indicados a quem não está hospitalizado.

Foi assim que a enfermeira aposentada Heloiza Machado, de 64 anos, moradora do setor Sudoeste, em Brasília, Distrito Federal, conduziu o tratamento da mãe de 92 anos. Apesar de estar vacinada com todas as doses recomendadas contra Covid-19, a idosa — por conta da idade e das comorbidades –- teve indicação para os medicamentos.

“No mesmo dia que minha mãe recebeu o diagnóstico de Covid, consegui esse medicamento na farmácia do Hospital Universitário de Brasília. Para isso, bastou que apresentasse a receita, o relatório médico e a comprovação da notificação do caso no sistema de notificação do Ministério da Saúde.“

O quadro de saúde da mãe de Heloíza evoluiu bem. Tanto a filha quanto a médica que tratou a idosa atribuem o sucesso à soma de três fatores: vacina, diagnóstico e acesso imediato aos medicamentos.

O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Adelino de Melo Freire Júnior, relembra o esforço dos colegas — durante o período mais grave da pandemia — em descobrir e receitar medicamentos eficazes no combate à doença. E celebra a inclusão do tratamento com os dois medicamentos como reforço na luta contra o vírus da Covid-19.

“Ele [o tratamento com nirmatrelvir e ritonavir] é eficiente, diminui o risco de complicações graves e deve ser indicado são só para pessoas acima de 65 anos, mas toda pessoa que tenha fatores de risco para evoluir com Covid grave. Qualquer pessoa que tenha comorbidade, desde doença cardíaca, pulmonar, diabetes, os transplantados, começando um quadro de covid, já tem indicação de iniciar o medicamento.”

O tratamento com os dois antivirais é feito para reduzir o risco de internações, complicações e mortes pela Covid-19. Cabe ao médico — durante o atendimento — definir e indicar o uso desses medicamentos.

Para ter acesso, o paciente deve se enquadrar nos critérios de idade ou imunossupressão e cumprir todos os seguintes pré-requisitos como ter Covid-19 confirmada por teste rápido de antígeno ou por teste de biologia molecular, estar entre o primeiro e o quinto dia de sintomas, apresentar quadro clínico leve ou moderado e não requerer oxigênio suplementar

Mesmo com esse reforço no tratamento a pacientes com Covid-19, o Ministério da Saúde ressalta que a imunização é a principal medida de prevenção contra as formas graves da doença, hospitalizações e óbitos.

A vacina contra a Covid-19 está atualizada e disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Crianças de seis meses a menores de cinco anos, idosos e demais grupos prioritários devem receber o imunizante.

Procure uma Unidade Básica de Saúde, leve a caderneta e vacine-se contra a Covid-19.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/saude.

 

Fonte: Brasil 61

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