Após 18 meses desde o início da vacinação contra a covid-19 em Aracaju, 92% da população acima de 5 anos já tomou a primeira dose dos imunizantes. Para garantir a efetividade da proteção contra a doença, evitando a evolução para quadros graves e internação, é necessário manter o esquema vacinal atualizado, respeitando as datas de aplicação das doses de reforço.
Até o momento, o índice de vacinados com a segunda dose é de 86%. Na terceira dose, que já está liberada para a população acima de 12 anos, o índice de vacinados é de aproximadamente 62%. E na quarta dose, que recentemente foi liberada para a faixa etária acima de 18 anos, a taxa é de 20% de vacinados.
A secretária da Saúde, Waneska Barboza, destaca que é fundamental haver o engajamento da população, tomando as doses recomendadas pelo Ministério da Saúde no prazo correto.
“Foi com a vacinação que conseguimos conter o avanço da pandemia, entrando em um estágio de maior estabilidade, com a diminuição dos quadros graves da doença e dos óbitos. Manter o esquema vacinal atualizado é fundamental para não termos uma nova onda”, ressalta a gestora.
Quem estiver com alguma dose em atraso, deve comparecer a um dos pontos de vacinação para receber a vacina, garantindo a proteção contra a covid. Waneska comenta a situação do público infantil, de 5 a 11 anos, que apresenta um índice de 75% de vacinados com a primeira dose e apenas 51% desse total retornou para tomar a segunda dose.
“É preciso haver um engajamento maior dos responsáveis por essas crianças, pois elas têm menor capacidade imunológica de se protegerem da infecção, e também podem ter maior dificuldade de cumprir os protocolos de biossegurança, ficando mais suscetíveis à contaminação”, reforça a secretária.
Cobertura vacinal
A médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Fabrízia Tavares, alerta que é fundamental manter a cobertura vacinal alta, para diminuir a circulação do vírus. “Cobertura vacinal alta significa mais de 90% da população vacinada de forma correta, ou seja, com o esquema vacinal completo e as doses de reforço em dia”, explica.
Como ainda não foi desenvolvido um imunizante que garanta a proteção a longo prazo, é necessário manter as doses de reforço atualizadas.
“Ainda temos um alto índice de circulação do vírus, então tomar as doses de reforço é preponderante. A vacina é uma questão de saúde pública, o único meio eficaz de evitar os quadros que necessitam de internação ou que possam levar a óbito”, salienta a infectologista.
Fabrízia finaliza destacando que foi graças à vacina que pudemos retomar nossos hábitos de vida, como trabalhar, estudar, realizar atividades físicas.
“Os riscos ainda existem, a pandemia não acabou. Se a população não mantiver o esquema vacinal com as doses de reforço em dia, temos a possibilidade de casos graves e óbitos, com a manutenção da circulação do vírus, o que leva a possibilidade de surgimento de novas variantes”, enfatiza a médica.

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