Os corpos dos estudantes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 14 anos, são velados em cemitérios de Goiânia neste sábado (21). Os adolescentes foram mortos a tiros por um colega, filho de policiais militares, que efetuou 13 disparos em uma sala de aula do Colégio Goyases na sexta-feira (20). Outras quatro pessoas ficaram feridas.

O velório do estudante João Vitor teve início por volta de 1h no Cemitério Jardim das Palmeiras. Segundo colegas da vítima, ele e o atirador eram amigos e andavam juntos com frequência. O enterro dele está previsto para as 11h deste sábado no mesmo local.

Já o velório do adolescente João Pedro teve início por volta de 0h30 no Parque Memorial. Também conforme estudantes do colégio onde ocorreu o ataque, o garoto seria o alvo do autor dos disparos, por fazer bullying com o colega. O sepultamento do corpo está agendado para 10h.

Conforme informou o Instituto Médico Legal (IML) à TV Anhanguera, foi feita necropsia nos corpos e eles foram liberados por volta de 21h40 de sexta para as famílias.

VIGÍLIA

No início da noite desta sexta-feira, pais, alunos, funcionários e professores da escola começaram uma vigília na porta da instituição onde o atentado aconteceu. Várias pessoas se mobilizaram no local acendendo velas e fazendo orações.

A professora Sandra Oliveira Santos esteve no local para participar das homenagens e contou que todos ainda estão muito abalados com o ocorrido. “A gente ainda está meio assustado. Você não sabe se fica com mais piedade daquele que realmente cometeu o ato ou daqueles que foram vítimas”, disse.

 TIROS

Conforme a Polícia Civil, o adolescente atirou contra os colegas no fim da manhã de sexta-feira dentro da sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera. Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o adolescente de 14 anos autor dos disparos disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. Ele é filho de policiais militares, pegou a pistola .40 da mãe e levou para a unidade educacional.

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