“O Brasil nunca vai dar certo porque aqui puta se apaixona, traficante se vicia e pobre é de direita”. Tirando essa última afirmação, que se perde em meio a barafunda que as ideologias se meteram no país, a frase atribuída ao saudoso Tim Maia encontra eco na realidade. Como pode o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, se meter em uma enrascada de dar privilégios para os bandidos comandados por Joesley Batista, da JBS? Um procurador oferta a denúncia, por isso ele tem que ter a conduta mais ilibada possível e imaginável. E não pode ser contaminado por nada e nem por ninguém. E aconteceu exatamente o contrário! Em outra frente: Geddel Vieira Lima se envolveu em investigação por fraude no extinto Banco do Estado da Bahia, nos anos 1980; teve nome citado no escândalo dos Anões do Orçamento, nos anos 1990; foi ministro de Lula, nos anos 2000; e, por fim, foi vice-presidente para assuntos jurídicos da Caixa de Dilma até 2014. E agora, com meros R$ 53 milhões em espécie encontrados em apartamento e ligados ao seu nome, vê-se que a atuação pública de Geddel, além de misturar vida pública e privada, exala o cheiro do que se faz em um outro tipo de privada, aquela que se encontra nos banheiros. E o povo? Como se não fosse de responsabilidade, bovinamente, ao menos em sua maioria, segue impassível, de braços cruzados. Ou seja: para enfrentar um problema, combater uma crise, protestar, ir para cima, a reação da maioria da população – salvo as honrosas e exemplares exceções – é simplesmente cruzar os braços e esperar que os problemas se resolvam por si e pronto. Temos como dar certo como país assim?

Bem perto – buchichos fortes dão conta de que a preocupação governista para a disputa pelo governo estadual no ano que vem não é bem com a oposição. É a batalha interna que preocupa Jackson Barreto, PMDB, e parte de seus aliados.

Bem distante – prova de que André Moura, PSC, líder de Seo Temer no Congresso, está cada vez mais “dentro” do PMDB é que João Augusto Gama, presidente estadual da sigla, está cada vez menos interessado no partido.

Relações familiares – difícil entender os sinais dados pelo secretário de Saúde, Almeida Lima: ele garante que não é candidato e que não tem interesse, ao menos por enquanto, de participar do pleito. Já seu genro, Breno, não para de fechar apoios em busca de vaga na assembleia.

Banho maria – a política, e não só sergipana, entre em compasso de espera até o final desse mês, quando todas as mudanças na legislação eleitoral estarão prontas e válidas, seja para 2018, seja para 2020.

 

 

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