Passado o frenesi do carnaval e da reverberação nervosa do “vídeo pornográfico” de Bolsonaro, a sociedade agora cai na realidade e acompanha, desinteressada, como já é de costume, o desenrolar da tribuna congressista onde perpassa o debate da reforma previdenciária.

Este seria um excelente momento, também, para que se iniciassem os trabalhos de elaboração de um projeto sério de reformas política e judiciária. Como isso transparece como uma tarefa mais difícil do que a transposição do São Francisco, vamos pensar na previdenciária.

A população, que não leu a íntegra da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma, simplesmente adota um dos dois lados: contra ou a favor da reforma, simplesmente assim. Dentre os que a estudaram há jornalistas responsáveis, advogados mais ligados ao tema e alguns políticos em busca de detalhes contra ou a favor dos seus interesses partidários.

Dizem alguns que a PEC prejudica as mulheres; outros, mais entendidos, que apressa a Reforma Trabalhista; muitos, defendem que o propósito, mais uma vez, é favorecer os ricos e espoliar ainda mais os mais pobres; outros afirmam que prejudica o trabalhador rural; muitos alegam que o desequilíbrio da previdência no Brasil não está na arrecadação, mas sim, nos gastos.

Resumindo, há muito que torcer para que tudo dê certo e que o Brasil, e não um agrupamento político qualquer, celebre a vitória com uma previdência social revigorada e livre da bandalheira que assola este pobre país rico.

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