Um dos compromissos firmados pela nova gestão municipal de Aracaju é a região do bairro Centro. Algumas ações como, recapeamento asfáltico das ruas e avenidas da região, bem como novo local para feirantes, já estão sendo executadas pela Prefeitura, a fim de garantir maior mobilidade urbana, qualidade de vida dos trabalhadores locais, e bem-estar para a população. O Censo Comercial do Centro de Aracaju, levantamento realizado por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), apresenta um panorama detalhado com dados estratégicos que irão subsidiar a tomada de decisões para a requalificação do berço histórico da capital sergipana.

Lançado no mês de outubro, o Censo traz informações sobre a situação dos imóveis comerciais na região central da cidade, além do número de funcionários em atividade. Os resultados também refletem as prioridades apontadas pelo setor empresarial para fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar o desenvolvimento econômico.

Evidenciando a importância do Centro como polo de geração de empregos, o levantamento demonstrou que a região concentra 18.269 trabalhadores, o que representa 9,31% do total de empregos formais da capital, considerando o estoque total registrado pelo novo Caged no mês de julho, que chegou a 196.193 vínculos. Para compor o Censo, foram realizadas entrevistas estruturadas e registros fotográficos, abrangendo 7.489 imóveis distribuídos em seis setores do centro comercial, contemplando 83 quadras e as principais vias. A segmentação possibilitou um diagnóstico mais detalhado das dinâmicas comerciais locais.

Segundo o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, o Censo do Centro Comercial de Aracaju irá auxiliar a gestão na tomada de decisões para a requalificação, ao apresentar as necessidades de cada setor. “Mais do que nunca, isso prova como a gente tem que tratar de formas diferentes os setores. Em um, a gente precisa concentrar segurança. No outro, a gente precisa de pavimentação. Em outro, é preciso trocar o calçadão, enfim, fazer todo um trabalho que não está sendo feito, então a gente precisa impactar”, destacou.

A pesquisa analisou aspectos como a situação dos imóveis no Centro, estado de conservação, tipo de ocupação, segmento empresarial, número de funcionários e necessidades de melhorias. O Censo constatou que 80% dos imóveis na região central estão ativos, indicando um alto índice de ocupação comercial. Já os 20% de imóveis inativos representam oportunidades para novos empreendimentos e iniciativas de revitalização urbana.

Dentre os imóveis inativos, 25% estão em bom estado de conservação, o que sinaliza potencial para rápida reocupação. Já os imóveis em estado péssimo (14%) e ruim (14%) foram identificados como áreas prioritárias para ações de requalificação urbana. O levantamento também demonstrou que o comércio é responsável por 52% da ocupação do Centro de Aracaju, seguido por galerias e prédios comerciais (23%) e uso residencial (18%). A baixa presença de uso misto (5%) aponta uma oportunidade para políticas públicas que incentivem a ocupação diversificada.

A pesquisa também revelou os principais pontos de melhoria indicados pelos empresários locais. Entre os temas mais mencionados estão Infraestrutura (10,45%) e Segurança (9,35%), consideradas demandas prioritárias.

Ainda segundo o secretário Dilermando, com base nesses dados, será possível definir prioridades de intervenção, elaborar um plano de ação integrado com as secretarias municipais e desenvolver indicadores de acompanhamento para monitorar os avanços a partir das ações implementadas.

“Foi identificado que quase 10% da população empregada na cidade de Aracaju pela CLT se concentra no Centro da cidade. Então, a gente tem que aproveitar essa vida que existe ali e fazer com que a gente consiga trazer cada vez mais pessoas, empresas, residências, para que o Centro continue cada vez mais vivo, porque esse é o lema da nossa prefeitura, Centro vivo”, completou.

Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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