Candidata a deputada estadual propõe transformar a sobrecarga vivida por milhares de mulheres em uma pauta permanente de proteção, autonomia e fortalecimento familiar

Por trás de muitas mulheres que trabalham, sustentam a casa e cuidam dos filhos existe uma realidade pouco discutida: a ausência de uma rede de apoio para quem não pode simplesmente parar.

A candidata a deputada estadual pelo PL, Cecília Marques, quer levar essa realidade para o centro do debate público em Sergipe. A proposta é construir políticas que enxerguem a mulher não de forma isolada, mas dentro da realidade da família que depende dela.

“Quando uma mãe está sozinha para sustentar uma casa, criar os filhos, trabalhar e resolver tudo, qualquer imprevisto pode virar uma crise. Quem fica com a criança quando ela precisa trabalhar? O que acontece quando ela adoece? Como se qualificar ou empreender se não existe com quem dividir as responsabilidades? São problemas da vida real que precisam entrar na agenda pública”, afirma Cecília.

A pauta ganha força a partir da escuta de mulheres que relatam sobrecarga financeira e emocional, dificuldade para conciliar trabalho e maternidade e ausência de uma rede adequada de apoio.

Para Cecília, o enfrentamento dessa realidade passa por diferentes frentes: autonomia financeira, qualificação profissional, empreendedorismo, geração de renda, fortalecimento das redes de proteção e atenção às crianças e às famílias em situação de vulnerabilidade.

A candidata também coloca entre suas prioridades o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio, com fortalecimento da prevenção, do acolhimento e da rede de atendimento às vítimas.

Na área da infância, Cecília defende maior atenção à prevenção e ao enfrentamento da violência e do abuso sexual infantil, além do fortalecimento dos mecanismos de proteção às crianças.

Segundo ela, essas bandeiras estão conectadas.

“Não existe criança verdadeiramente protegida sem olhar para a realidade da família em que ela vive. Não existe liberdade para uma mulher que permanece presa à dependência financeira ou à violência. E não podemos falar em família forte ignorando a mulher que está sustentando essa família praticamente sozinha.”

Cecília afirma que pretende levar para a Assembleia Legislativa uma atuação construída a partir da escuta das pessoas e das dificuldades encontradas no cotidiano.

“Eu vejo mulheres que não estão pedindo privilégio. Estão pedindo condições para trabalhar, criar seus filhos com dignidade e construir o próprio futuro. Elas não precisam que o Estado ocupe o lugar da família. Precisam que a política pare de ignorar a realidade de quem está lutando para mantê-la de pé.”

Cecília Marques disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe pelo Partido Liberal (PL), com o número 22.222.

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