Por Ermerson Porto* Historiador

Ao lado da zabumba e do triângulo, a sanfona, também chamada de acordeon, aparece como destaque no trio pé de serra. Esse instrumento constituído de fole que aciona a válvula de ar fazendo vibrar determinada palheta livre, no interior do “castelo” (caixas de madeira), conforme a tecla ou botão acionado, está intimamente ligado à alma do nordestino.

Todavia, não foi no Nordeste que a sanfona desembarcou. Caro leitor, os primeiros registros da sanfona no Brasil surgem no Rio Grande do Sul, trazida provavelmente, pelos imigrantes italianos e posteriormente alemães, ainda na primeira metade do século XIX. Possivelmente levada ao norte por soldados nordestinos que lutaram na guerra do Paraguai.

É interessante observar: desde que a sanfona foi inserida em nosso país, ela passou por diversas transformações e adquiriu ao longo do tempo, características bem peculiares, passando assim a desenvolver um repertório tipicamente brasileiro, com recursos e estilos diferenciados, sobretudo na região sul e sudeste. Em solo nordestino, terras de Severino Dias de Oliveira (Sivuca), Luiz Gonzaga, Pito do Acordeon e Dominguinhos, o instrumento conquistou características muito particulares de afinação e, consequentemente, interpretação.

 

Ao falar em Sivuca – o mestre da sanfona – o paraibano que levou a cultura nordestina para o mundo, como compositor, instrumentista e arranjador, teve sua data de nascimento escolhida para ser instituída como o Dia Nacional do Sanfoneiro. É meus amigos, a partir de agora, anualmente, todo 26 de maio, será um dia de celebração e comemoração em todo território nacional, a este, que é um dos instrumentos mais emblemáticos do nordeste brasileiro: a sanfona.

 

O CAFÉ COM HISTÓRIA não poderia deixar de homenagear esse instrumento, inventado lá do outro lado do mundo, mas que foi tão fundamental para o grande impulso da cultura popular nordestina. Em nome dos sergipanos “Mestrinho” e de Evanilson Vieira, parabenizamos a todos os mestres e sanfoneiros que com maestria, brilho e entusiasmo enaltecem, sobretudo, nossa sergipanidade. Puxa o fole, sanfoneiro!

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