A balança comercial sergipana, que registra importações e exportações de bens, apresentou um saldo positivo de US$ 23,9 milhões no ano de 2024. Foi a terceira vez desde o começo da série histórica, em 1997, que Sergipe fecha sua balança comercial de forma positiva. Os dados são do Comex Stat, sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro disponibilizado pelo Ministério da Economia e analisados pelo Observatório de Sergipe vinculado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan).

Ao todo, foram US$ 397,9 milhões em importações e US$ 421,8 milhões em exportações. Os destaques na pauta de exportação e responsáveis por 89,6% do superávit foram os óleos brutos de petróleo e o suco de laranja. Em relação ao ano anterior, houve aumento no valor das exportações em 25,1% e aumento nas importações em 66,1%. Sergipe, no ano de 2024, representou apenas 0,1% das exportações e 0,2% das importações do Brasil.

Categorias e municípios em destaque
A categoria de ‘óleos brutos de petróleo’ se classificou como o principal produto exportado e contou com uma participação de 56,2% no total de exportações realizadas por Sergipe em 2024, gerando uma receita de US$ 237 milhões. O principal destino da exportação desse produto foram os Países Baixos (Holanda), que representou 25,5%.

Já a categoria de ‘gás natural, liquefeito’ foi o principal produto importado, representando 38,8% (US$ 154,5 milhões), de todas as importações sergipanas no ano de 2024. O Catar (61,3%) e Estados Unidos (38,7%) foram os países de origem desse produto.

Os municípios sergipanos que mais exportaram em 2024 foram Japaratuba, Estância e Boquim, e os que mais importaram foram Barra dos Coqueiros, Maruim e Rosário do Catete.

O principal país de destino e de origem foi a Holanda, considerado o principal comprador, respondendo por 32,2% do total das exportações, tendo ‘sucos de laranja, congelados, não fermentados’ como principal produto exportado. As importações, lideradas pelos Estados Unidos, com 25,7% do total, tiveram ‘gás natural, liquefeito’ como principal produto importado.

“Tanto o aumento das exportações quanto das importações indicam aquecimento da economia sergipana. No primeiro caso, estamos vendendo mais para o exterior. É o caso de produtos como petróleo on shore e suco de laranja. E no segundo caso indicam que nossas indústrias estão precisando de mais insumos para aumentar a produção. É o caso dos gás liquefeito e de insumos para fertilizantes”, analisou o subsecretário de Estudos e Pesquisas da Seplan, responsável pelo Observatório de Sergipe, Ciro Brasil.

Fonte, Secom – Estado.

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