A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta quinta-feira, 15, o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, que apontou índice geral de infestação de 0,9%, classificado como baixo risco. O estudo foi realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro e serve como ferramenta estratégica para mapear a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, orientando as ações de combate ao vetor no município.
O resultado representa uma redução de 10% no índice de infestação em comparação a novembro de 2025. Dos 48 bairros da capital, 23 (54,16%) foram classificados como baixo risco e 25 (45,83%) como médio risco e nenhum bairro está em situação de alto risco. Apesar do cenário positivo, alguns bairros apresentaram índices que exigem maior atenção, como Japãozinho (3,2%), Jardins (2,5%), Luzia (2,4%) e Soledade (2,2%), todos ainda classificados como médio risco.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Duanne Marcele, destacou que o resultado é reflexo do trabalho preventivo contínuo desenvolvido no município e a colaboração popular. Segundo ela, o índice de 0,9% é especialmente relevante por ter sido registrado em um período de chuvas e altas temperaturas, condições que favorecem a proliferação do mosquito. “É um resultado muito satisfatório, principalmente porque estamos em uma época crítica para o aumento dos casos. Mesmo assim, precisamos manter a atenção e intensificar os cuidados”, afirmou.
Duanne ressalta que, enquanto no início de 2025 houve o registro de um óbito por dengue, em 2026 não há óbitos confirmados até o momento, o que reforça a importância das ações preventivas. Ela alertou, no entanto, que os principais criadouros continuam sendo encontrados em ambientes domiciliares, como caixas d’água, tonéis, calhas, pneus, vasos de plantas, ralos, lajes, entulhos e resíduos sólidos.
“Mesmo com o cenário considerado tranquilo, a Vigilância em Saúde seguirá intensificando as ações, especialmente nos bairros com índices mais elevados, com reforço de visitas domiciliares e mutirões aos finais de semana. A mobilização precisa ser constante. Só com a participação da população conseguiremos manter e melhorar esses índices nos próximos levantamentos”, concluiu a coordenadora.
A Saúde de Aracaju reforça que o combate ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada. A população deve eliminar água parada, manter reservatórios bem vedados, descartar corretamente o lixo, limpar calhas e ralos com frequência e cuidar de quintais e áreas externas. Também é fundamental que os moradores recebam os agentes de saúde, cuja atuação é fundamental para identificar e eliminar focos que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.
Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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