Por Thayná Ferreira

Quem transita pelo Terminal de Integração Fernando Sávio, conhecido como Terminal do Centro, percebe o grande número de ambulantes comercializando no local. A maioria destes vendedores invade as calçadas do Terminal, interdita as vias e dificulta a passagem das pessoas que dependem do transporte público. O acesso é mais complicado para aqueles que possuem alguma deficiência física, assim como idosos e gestantes.

Os passageiros, na maioria das vezes, ficam debaixo do sol, quase na pista que dá acesso a circulação dos ônibus. Geralmente o espaço da cobertura do terminal se encontra ocupado pelas barracas dos ambulantes. São vendedores de água, comidas e objetos, que tentam tirar seu sustento através das vendas.

O estudante Mayko Douglas dos Santos Silva é usuário do transporte público e quase sempre passa pelo Terminal do Centro. Para o jovem, além da falta de segurança nos terminais, a população tem que enfrentar diariamente riscos de serem atropeladas pelos ônibus.

“Acho um problema, porque com a insegurança que já temos, aquela ocupação atrapalha muito a circulação, sem falar que as pessoas correm o risco de acidentes. Fica uma verdadeira bagunça entre os passageiros e os ônibus. Espero que esse problema seja solucionado pelo poder público, mas com respeito as pessoas que ali trabalham”, clama o estudante.
Já a estudante Karoline Farias se sente triste em ver esta situação. “Aquele tumulto me incomoda, várias pessoas querendo circular, principalmente nos horários de pico. Espero que isso melhore o quanto antes”, acredita.

A responsabilidade desta problemática é da Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT), que administra e fiscaliza todos os terminais de integração da cidade. Em entrevista, o diretor de Transporte Público, Augusto Magalhães, relata que está articulando ações a fim de regularizar a situação de todos os ambulantes dos terminais de integração de Aracaju.

“Estamos realizando o cadastramento de todos os ambulantes para saber quantos comercializam nos terminais. A partir disso, iremos estabelecer um estudo a fim de saber quantos comportam em cada terminal. Já pegamos os nomes e a natureza dos produtos que comercializam. Logo após, iremos determinar quantos poderão ficar e quais produtos poderão comercializar”, relata o diretor.

Ainda segundo o diretor, a SMTT não sabe o critério que irá utilizar para selecionar os ambulantes, mas acredita que será diminuída consideravelmente a quantidade de vendedores em situação irregular.

“Não sabemos ainda o critério que iremos utilizar. Os que ficarem serão cadastrados na SMTT. Faremos uma tabela para o uso de espaço público”, conclui Augusto Magalhães.

A reportagem do CINFORM entrou em contato com os ambulantes do Terminal do Centro, os quais se negaram a dar entrevista, hostilizando o repórter fotográfico Vieira Neto.

A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) informou que como se trata de ambulantes de um local administrado por outro órgão público, é de responsabilidade da SMTT direcionar esses vendedores. A Emsurb aproveitou o momento para informar que os demais ambulantes da cidade estão sendo monitorados pela empresa e declarou que os comerciantes do ramo alimentício serão obrigados pela Vigilância Sanitária do Município a passar por um curso profissionalizante instituído pela Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), e só após a conclusão do treinamento poderão vender seus produtos de forma regular.

 

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