A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), alerta que os meses de maio, junho, julho e agosto são caracterizados pelo aumento na transmissão de dengue, zika e chikungunya, devido às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do mosquito transmissor, Aedes aegypti.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde (DVS), Taíse Cavalcante, este é um momento crítico para o desenvolvimento do Aedes, especialmente devido ao período das chuvas. “Desde 2019, o período de transmissão da dengue, zika e chikungunya em Aracaju se concentra nos meses de maio a agosto. Durante esses meses, os casos aumentam, atingem o pico e depois diminuem rapidamente”, explica Taise.

A diretora informa ainda que, com o frio, o desenvolvimento do ovo para mosquito adulto é mais lento, podendo durar de sete a quinze dias. “Porém, a população deve continuar vigilante, pois o fim das chuvas pode levar ao acúmulo de água limpa e parada, aumentando os criadouros do mosquito”, completa.

Confirmações e óbitos

Na primeira semana de junho, houve um aumento na positividade dos casos de dengue em comparação com maio, indicando a circulação ativa do vírus no município.

“Observamos na primeira semana de junho um aumento na positividade dos exames realizados pelo Lacen em pacientes com suspeita de dengue, zika e chikungunya, especialmente dengue com os vírus tipo 1 e tipo 2 circulando no município. O vírus tipo 2 é o mais agressivo e virulento, podendo levar ao desenvolvimento de uma dengue mais grave, aumentando os riscos de óbitos pela doença”, alerta Taise.

No ano passado, no período de janeiro até a primeira semana de junho, foram confirmados 845 casos de dengue, zika e chikungunya. Este ano, no mesmo período, foram confirmados 198 casos, uma queda de 76,56% nos casos confirmados de dengue em 2024 em relação ao ano passado.

Dos casos desse ano, Aracaju registrou três óbitos, sendo dois por dengue e um por chikungunya.

Atenção redobrada

As intensas chuvas seguidas de forte calor favorecem o rápido desenvolvimento do mosquito, exigindo maior vigilância por parte da administração municipal e da população. O principal foco dos criadouros continua sendo as residências.

“O controle residencial segue recomendações de limpeza dos reservatórios de água e eliminação de água parada. Atitudes simples podem reduzir a proliferação do mosquito, como escoar a água dos pratinhos de plantas, evitar acúmulo em lajes, colocar areia nos locais que acumulam água, fechar ralos inutilizados, lavar tanques e tonéis com bucha e sabão duas vezes por semana, e manter cobertos os depósitos de água e calhas”, orienta Taise.

As equipes da Sala de Situação e da Vigilância Epidemiológica continuam monitorando os casos de dengue, zika e chikungunya notificados pelos estabelecimentos de saúde durante a semana, e, nos finais de semana e feriados, pelo Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde da Diretoria de Vigilância em Saúde.

Denúncias

Além de manter os quintais limpos e evitar o acúmulo de água parada, a população pode contribuir denunciando locais com possíveis focos do Aedes. A Ouvidoria da Saúde está disponível pelo número 0800 729 3534, opção 2, e na opção 1, o MonitorAju. Denúncias também podem ser enviadas para o e-mail saude.ouvidoria@aracaju.se.gov.br, com informações e fotos dos focos. A Prefeitura disponibiliza um link para acolher essas informações.

Fonte: Agência Aracaju de Notícias

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