É evidente que os políticos, associados e defensores do governo Lula (PT) irão exaltar a importância do “Novo Desenrola” com o objetivo de trazer alívio econômico aos brasileiros e diminuir os índices de inadimplência. O Governo Federal “vende” a proposta como uma espécie de “política pública”, mas analisando friamente os fatos, independente de posições políticas, qual é a lógica do negócio: criaram uma medida emergencial que vai “amenizar”, mas não irá resolver os problemas das pessoas.

É evidente que não podemos jogar toda a “carga” no governo Lula, até porque os brasileiros também têm responsabilidade, mas o “Novo Desenrola” tenta esconder uma realidade que todos nós temos conhecimento: o “lençol” é menor do que a demanda e, como não vai cobrir todos os problemas, em curto ou médio prazos logo teremos a volta das dívidas, das angústias e das dificuldades, ou seja, aquela “política pública” não foi tão eficiente como se propaga por aí…

Se temos por este País continental milhões de envidados e de pessoas angustiadas, recorrendo a todo tipo de “oferta”, com um crescimento assustador da agiotagem (do jeito que vai o agiota vai terminar virando agente público), temos sinais explícitos de que a realidade dos brasileiros não é nada animadora. E aqui não se trata de ser de “Direita” ou de “Esquerda”, mas de reconhecer que a população está sofrendo com juros e preços altos, com a perda na qualidade de vida, com a renda cada vez incompatível com os gastos.

E, mesmo sem conseguir contornar esta realidade difícil, o governo Lula avança, mas não para resolver os problemas, mas pensando em medidas populistas e eleitoreiras; pensando não na saúde financeira e psicológicas dos brasileiros, mas em encontrar alternativas que fortaleçam seu processo de reeleição. Agora o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anuncia que o governo vai lançar até o fim do mês o Desenrola para adimplentes. Segundo ele, o Novo Desenrola deve alcançar 10 milhões de endividados até o fim de junho.

Ou seja, não há uma preocupação do governo federal de promover a Educação Financeira dos brasileiros, das novas gerações, nem de estimular um consumo mais controlado, mas de promover a “gastança generalizada”, que culmina no endividamento, em vários problemas associados à saúde pública e como “salvador da Pátria”, o governo surge com a “solução”, um novo programa de renegociação de dívidas, ou seja, as pessoas não precisam de “controle emocional”, mas de cartões de crédito!

Olhando para o governo Lula de uma forma genérica, até que faz sentido tudo isso que você leu até agora: vai se esperar o quê de uma gestão que em quatro anos, praticamente, elevou assustadoramente os gastos e a dívida pública? É evidente que este mesmo governo vai estimular o consumo, o aumento das despesas e o endividamento. E, nos momentos de aperto, eis o “bom samaritano” oferecendo condições para mais dívidas! O “Novo Desenrola” até parece solução, mas não passa de um problema…

Por Habacuque Villacorte.

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