
A então candidata a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), surpreendeu a todos na campanha eleitoral de 2024 e, consequentemente, desde o início de sua gestão na Prefeitura da Capital com um novo estilo de fazer comunicação, de se comunicar com o público em geral e que não apenas desagradou, mas surpreendeu alguns modelos “antigos” e/ou “tradicionais”. Sem saber como líder com aquele “sucesso”, os adversários passaram a atacá-la com a pecha de “prefeita tiktoker”.
O problema é que muita gente continua sem entender que a política, além de ser uma ciência extremamente subjetiva, também é bastante mutável, ou seja, ela vive em constante transformação e o político que não se atenta a isso, para as suas novas fases, que não se recicla, acaba ficando para trás, sendo surpreendido e tentando diminuir o sucesso de quem está sempre um passo à frente, de quem está antenado e bastante evoluído.
Neste contexto a prefeita Emília Corrêa dá um “show” em cima de seus adversários que, ao invés de entenderem a mudança de cenário, optaram por tentar desgastá-la por adotar um perfil diferente da mesmice, do tradicional. O sergipano é, por natureza, um cidadão conservador, e quem tem coragem, criatividade e desenvoltura em criar, em apostar no novo, geralmente acaba tendo êxito. Mas não basta apenas “entrar no TikTok”, é preciso também ter conteúdo, ter um preparo.
Muita gente não entendeu que a vitória de Emília Corrêa no comando da PMA parte de um desejo de mudança, de transformação de uma realidade política que estava impregnada na Prefeitura desde os tempos de Jackson Barreto e João Augusto Gama, passando por Marcelo Déda (in memoriam) e Edvaldo Nogueira. Neste intervalo, de uns 30 anos, apenas João Alves Filho (in memoriam) exerceu o cargo de prefeito da capital dos sergipanos.
Havia não apenas um desejo, mas uma necessidade de mudança administrativa, de perfil de comando, de se dar uma oportunidade para que, pela primeira vez, uma mulher passasse a gerir a capital. Emília aproveitou todo este contexto e passou a fazer uso de uma forma diferente de comunicar, que até incomoda alguns setores, mas que “encaixou bem” junto aos mais jovens, ao novo perfil do eleitorado que sonha e acredita na consolidação de uma nova política, que deseja ter novos representantes no Poder.
Emília quebrou um paradigma e isso tem ajudado sua gestão que, mesmo com problemas de ordem administrativa em alguns setores, consegue ter boa aprovação porque ela tem sido transparente, porque se posiciona, enfrenta e, acima de tudo, porque fala a linguagem do povo, porque está em contato direto com as pessoas, seja no contato pessoal pelas ruas, seja através de seus posicionamentos nas redes sociais, fazendo com que as pessoas entendam suas dificuldades e seus êxitos.
Ela entendeu que sua postura lhe coloca muito além da Prefeitura, ou seja, hoje a gestão precisa mais do perfil de Emília. E isso incomoda, gera críticas de quem é contra, gera ciúmes até de quem a apoia. Com erros e acertos, a prefeita vai “sobrevivendo” à difícil missão que é enfrentar um “Sistema”, que estava “enraizado” por décadas e que ainda não conseguiu digerir a derrota pelo voto popular. E por mais que tentem diminuir ou minimizar, esse “Sistema” continua “vivo” e se movimentando…
Mas nem todos os adversários de Emília optaram por focarem em atacar sua gestão. Alguns deles já perceberam que, pelo menos na forma moderna de comunicar, a prefeita está certa e já tem gente adotando o “TIK TOK” como ferramenta de comunicação. É com “dancinha”, é com “meme”, é com novas formas de interação. Não vai demorar para a gente ver que muita gente que vivia atacando e chamando Emília de “prefeita tik toker” logo estará nas ruas, com o celular nas mãos, fazendo o mesmo…
Por Habacuque Villacorte.
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