Projetos contribuem para uma formação mais completa e conectada com as demandas da sociedade (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

A Universidade Federal de Sergipe, através do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), realizou, na última quinta-feira (30), a 4ª edição do CCET Park 2026, no Centro de Vivência do Campus de São Cristóvão. O evento reuniu estudantes, professores e técnicos em uma programação voltada ao acolhimento dos calouros e à integração com os veteranos, destacando principalmente os projetos desenvolvidos dentro da própria universidade.

A diretora do CCET, Eliane Midori , afirmou que a iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre ingressantes e estudantes mais experientes, permitindo que os calouros conheçam, desde o início da graduação, as possibilidades oferecidas pela universidade.

“Aqui a gente tem centros acadêmicos, empresas juniores, ligas acadêmicas, equipes de competição e atléticas. E essa integração entre professores, alunos e veteranos é muito importante porque eles estão vendo o que esses alunos estão fazendo aqui na universidade. Então é um incentivo para participar de todos esses projetos nos cursos aqui no CCET”, disse.

Diretora e vice-diretor do CCET (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
                                  Diretora e vice-diretor do CCET (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

O vice-diretor do CCET, Rogério Patrício Chagas, avaliou que o evento cumpre um papel importante ao apresentar aos estudantes a diversidade de atividades desenvolvidas na instituição, desde projetos de pesquisa até iniciativas de extensão e inovação. Ele destacou que esse contato inicial ajuda os calouros a compreenderem melhor suas áreas de formação e também fortalece o protagonismo estudantil.

“O Centro de Ciências Exatas e Tecnologia já realiza, desde a gestão anterior, este evento que busca promover o acolhimento dos alunos de forma lúdica. Por isso, temos diversos jogos e ações com as Atléticas, envolvendo todas as ligas, centros acadêmicos e empresas juniores de todos os departamentos do Centro. Procuramos mostrar aos calouros o que é produzido em cada área, desde pesquisas e projetos de iniciação científica, até o trabalho de alunos da graduação junto ao mestrado e doutorado. Assim, eles já conhecem os caminhos onde podem atuar e começam a prospectar em qual subárea de seu curso podem se destacar melhor. É um momento essencial para apresentar as diversas possibilidades de cada departamento”, ressaltou o vice-diretor.

(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Nesse contexto, projetos vinculados à UFS tiveram papel central na programação. A Liga Acadêmica Innovation Hub apresentou ações voltadas ao empreendedorismo e à inovação, com destaque para o desenvolvimento de softwares e participação em eventos como hackathons. O estudante Renato Vasconcelos explicou que a liga atua para aproximar os universitários do ecossistema de inovação, mostrando que a UFS também é um espaço de criação de soluções tecnológicas e incentivo ao empreendedorismo.

“Nossa liga é dividida em alguns pilares, então nós desenvolvemos eventos, participamos de outros eventos e também desenvolvemos produtos tecnológicos, software também para as outras pessoas. Um dos nossos projetos é um software integrado com inteligência artificial, que acelera o diagnóstico da leucemia. Nós sabemos que o diagnóstico precoce auxilia muito no tratamento dessas pessoas”, pontuou o estudante.

 Liga Acadêmica Innovation Hub (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
                                    Liga Acadêmica Innovation Hub (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

A empresa júnior STARTEQ, do curso de Engenharia Química, apresentou suas atividades voltadas ao desenvolvimento de produtos, análises laboratoriais e soluções para o mercado, evidenciando a aplicação prática do conhecimento produzido na universidade. A estudante Nara Cailane destacou que o evento favorece o contato com calouros e amplia o entendimento sobre o funcionamento das empresas juniores, além de facilitar a adaptação dos novos estudantes ao ambiente acadêmico.

“A oportunidade do CCT Park é perfeita para a gente, porque estamos buscando novos membros. Essa conexão entre os calouros que ainda não conhecem a empresa júnior, que não entendem também o que é a empresa júnior, o que é que a gente faz, é muito importante para que eles conheçam e eles façam parte, porque isso vai além do que a grade pode nos proporcionar. Então, você estando dentro da empresa júnior aprende muita coisa que, às vezes, dentro da sala de aula não consegue ver. Você conhece pessoas, professores, e ter esse contato é muito bom”, enfatizou a jovem.

Empresa Júnior STARTEQ (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
Empresa Júnior STARTEQ (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

A equipe Araras Aerodesign, do Departamento de Engenharia Mecânica, exibiu o projeto de construção de aeronaves não tripuladas para competições organizadas pela SAE Brasil. O estudante e capitão da subequipe de estruturas, Guilherme Fonseca, ressaltou que o CCET Park é um espaço estratégico para divulgar o projeto dentro da universidade, além de contribuir para atrair novos integrantes e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelos alunos.

“O nosso avião é um avião cargueiro, ele tem como objetivo levar o máximo de carga possível e ter o menor peso possível. Nós competimos com várias universidades do país e até com algumas universidades estrangeiras. Estamos presentes todo ano no CCET Park. É um evento muito importante para a equipe, porque conseguimos fazer toda a parte de divulgação do nosso projeto, fazer os alunos da UFS conhecer o nosso projeto de fato”, afirmou.

Avião desenvolvido pelo Araras Aerodesign (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
Avião desenvolvido pelo Araras Aerodesign (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Outro destaque foi o projeto Elas Integram, desenvolvido em parceria com outras instituições, mas com forte atuação dentro da UFS. A coordenadora Isabelly Pereira explicou que a iniciativa busca incentivar a participação e permanência de meninas nas áreas de ciências exatas, engenharias e computação, promovendo ações de acolhimento, formação e mentoria. Segundo ela, a participação no evento amplia o alcance do projeto e permite que novas estudantes conheçam as oportunidades disponíveis na universidade.

“A oportunidade de trazer o projeto para o CCET Parque nos permite mostrar nossas ideias para que as calouras vejam as ações que a UFS desenvolve para elas. É uma chance de despertar o interesse e oferecer um espaço para conversarem com outras meninas que passam pelas mesmas situações. Muitas vezes, elas se sentem sozinhas em cursos majoritariamente masculinos, e nosso papel aqui é mostrar que a universidade oferece acolhimento. Estamos divulgando nosso estande para que o projeto atinja um público maior. Queremos que os resultados esperados beneficiem não apenas as nossas bolsistas, mas que outras meninas se inspirem em nós e no conteúdo que compartilhamos em nosso Instagram”, pontuou a professora e coordenadora.

Projeto Elas Integram (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
Projeto Elas Integram (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
 (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Para o reitor da UFS, André Maurício, ações como o CCET Park reforçam a ideia de que a universidade vai além da sala de aula, ao proporcionar experiências que estimulam autonomia e participação ativa dos estudantes. Segundo ele, o envolvimento em projetos acadêmicos e coletivos contribui para uma formação mais completa e conectada com as demandas da sociedade.

“Uma universidade é uma completeza, é muito mais do que aula, do que sala de aula. Essas ações em que une os estudantes e eles próprios são protagonistas de todo o processo de organização, das ações que eles fazem entre si, é muito significativo. Mostra que a universidade está dando algo que é muito importante para o jovem, a perspectiva de independência e autonomia”, finalizou o reitor.

Fonte, Ascom UFS

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