Buscando construir uma Aracaju mais limpa e sustentável, a Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, vem melhorando as ações de sustentabilidade na capital. A coleta seletiva e ecopontos vem se transformando em pilares da gestão de resíduos, que tem como objetivo respeitar o meio ambiente, a população e o trabalho dos catadores.

A coleta seletiva na capital funciona a partir de uma parceria com a Humana Brasil e com a Central de Cooperativas. Com a primeira instituição, é realizada a recolha de resíduos têxteis, roupas, calçados, bolsas e entre outros. A Humana Brasil disponibiliza 53 coletores pela cidade, onde a população pode descartar o material. A partir disso, a instituição faz a coleta, triagem e realiza a venda de parte do material por um preço social e a outra metade é encaminhada para doação. O gerente de Engenharia e Controle da Emsurb, Carlisson Sampaio, explica que o teto dos valores da revenda das peças é de R$35, independente da qualidade, tamanho ou marca.
Já a coleta e triagem dos resíduos recicláveis são realizadas por cooperativas que integram a Central de Cooperativas, a qual possui um acordo de cooperação técnica firmada com a Prefeitura. Atualmente, quatro realizam a coleta em Aracaju, sendo elas: Cooperativa de Reciclagem do bairro Santa Maria (Coores), Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e Cooperativa de Reciclagem União e a Reciplac. De acordo com Carlisson, cada uma delas fica responsável pelas casas daqueles roteiros recolhendo todo o material. “Elas realizam a coleta semanalmente porta a porta. Então, todo bairro é contemplado pela coleta porta-a-porta, realizada pelas cooperativas”.
A coleta seletiva acontece de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 15h. E a população pode solicitar a inclusão do seu endereço na Ouvidoria da Emsurb por meio do telefone 3021-9908.
Os ecopontos são os espaços onde a população pode entregar voluntariamente materiais recicláveis, móveis em desuso e restos de construção civil. Além de eletrônicos, como pilhas, lâmpadas e resíduos eletrônicos. Atualmente existem nove pontos em Aracaju nos bairros: 17 de março, Coroa do Meio, Inácio Barbosa, Ponto Novo, Jabotiana, 18 do Forte, Industrial, Jardim Centenário e Santos Dumont. O gerente reforçou que o projeto dos ecopontos estão em ampliação com dois novos espaços que estão em construção e mais quatro que serão construídos a partir de uma verba angariada pela Emsurb.
Além da coleta porta a porta e os ecopontos, a Prefeitura também realiza coleta seletiva através das ecobikes, bicicletas com espaço acoplado que circula por regiões de difícil acesso para os caminhões, como algumas ruas do Centro. A Emsurb, por meio do Consórcio de Limpeza Urbana, também recebe o material recolhido pelos catadores da cidade.
Com a ampliação das ações que integram a coleta seletiva, a Prefeitura registrou um avanço significativo na quantidade de material recolhido. Entre maio e dezembro de 2025, primeiro ano da atual gestão, foram coletados 3.292 toneladas de resíduos. Em comparação com o volume recolhido em 2024 (1.324 toneladas) houve um aumento de 138% na coleta seletiva. E somente em janeiro e fevereiro deste ano, já foram recolhidos 1.148 toneladas de resíduos.
Todo o material recolhido nos bairros e nos ecopontos, seja pelas cooperativas ou pelo Consórcio é direcionado para o Centro de Triagem de Resíduos Sólidos (CTR) Marilene Alves, inaugurado em janeiro deste ano, na Zona Norte. No CTR, o material é separado e direcionado para descarte correto. Além disso, é pelo material entregue no CTR que os catadores são remunerados. Desde este ano, a Prefeitura passou a remunerar os trabalhadores pelo peso do material coletado e pela quilometragem percorrida, respeitando o trabalho dos catadores.
O gerente também reforça que com o novo contrato firmado entre a Prefeitura e a Central das Cooperativas a gestão passou a remunerar pelo trabalho feito com os cinco caminhões que elas utilizam, fato que não ocorria anteriormente. “É importante inclusive ressaltar que no contrato anterior, que foi um contrato feito na gestão passada, ele só remunerava apenas três caminhões, sendo que as cooperativas trabalhavam com cinco veículos. Então, a gente já tinha uma defasagem muito grande na remuneração das cooperativas”, afirmou. Além disso, a Prefeitura incluiu mais três caminhões no contrato, aumentando a coleta seletiva na cidade.
Carlisson destaca que essa determinação corrige uma injustiça com a classe trabalhadora e se integra com o ESG (Ambiental, Social e governança, em português), que são um conjunto de critérios que serve para avaliar se empresas, privadas ou públicas, operam respeitando o ambiente e a sociedade. Por isso, a ampliação da coleta seletiva e novas regras de remuneração geram um impacto positivo ambientalmente, socialmente e financeiramente para os aracajuanos.
O gerente explica que o impacto ambiental é gerado porque é encaminhado um volume menor de materiais para os aterros sanitários. “Por mais que o aterro sanitário tenha um tratamento de engenharia para que não polua o meio ambiente, para que traga o menor impacto possível, a gente tem sim uma degradação desse material que afeta o solo”, disse.
Com a coleta seletiva, o cuidado com os catadores também é maior. Carlisson aponta que ao transformar os resíduos em renda, a Prefeitura proporciona uma melhor qualidade de vida para eles. “Os catadores trabalhavam na rua sem cuidado, sem equipamento de segurança e passam a entregar o material às cooperativas, eles adquirem maior renda e conseguem cuidar mais das famílias. Porque além de trabalhar na cooperativa, a própria cooperativa também fornece ajuda e auxílio para, para os filhos e a família dos cooperados”, falou.
Com o período de chuvas chegando, as ações de sustentabilidade se destacam mais ainda ao contribuírem para a prevenção de alagamentos. Segundo Carlisson, com a coleta seletiva destinando corretamente os resíduos, eles não acabam entupindo bueiros e canais, por exemplo. “Nós percebemos que quando tem um ecoponto perto há uma mudança de comportamento das pessoas da região. Então elas já trazem o material para cá e não depositam em qualquer lugar que cause obstrução no sistema de drenagem, e consequentemente os alagamentos pela cidade”, disse.
O gerente destaca que para evitar que esses resíduos causem problemas para a cidade, a Emsurb realiza semanalmente a limpeza de alguns pontos da cidade onde eles são descartados incorretamente. Além disso, é realizado um trabalho de educação ambiental nessas regiões, no qual eles vão de porta em porta falar sobre o descarte correto.
Mesmo com várias ações de sustentabilidade sendo realizadas para coibir o descarte irregular, algumas pessoas ainda encontram maneiras de burlar o monitoramento e jogar esses resíduos em espaços errados, como terrenos baldios ou na rua. Carlisson aponta que fazer com que as pessoas entendam a importância e realizem o descarte regular de resíduos sólidos é a maior dificuldade enfrentada atualmente.
“Além dessas ações, nós também realizamos fiscalizações e limpezas nesses lugares de descarte irregular. Porém, mesmo assim existem pessoas que continuam jogando esses materiais em lugares impróprios, muitas vezes eles procuram os horários que a fiscalização não passa para descartar. E isso não é só a população, recentemente vimos nas redes sociais uma importante empresa do estado descantando resíduo incorretamente. Então, realmente é um trabalho muito difícil de mudar a mentalidade das pessoas e fazer com que eles criem esse hábito de descartar corretamente seu lixo”, contou Carlisson.
Porém, a Prefeitura segue realizando o trabalho de educação ambiental com a população, buscando essa importante mudança de comportamento que gera danos para o meio ambiente e para a própria população, seja mau cheiro, pela poluição visual ou pelos alagamentos causados pela obstrução da rede de drenagem. De acordo com Carlisson, atualmente os próprios catadores realizam as ações de educação ambiental nos bairros. “Por uma determinação da Prefeita Emília Corrêa e do Presidente da Emsurb, Hugo Esoj, nós estabelecemos a partir desse novo contrato que os próprios catadores desenvolvessem esse trabalho com a comunidade, porque nada mais justo do que as pessoas que trabalham diretamente com isso que repasse a importância da coleta seletiva para a população. E também ampliamos o número de pessoas que realizam a educação ambiental para as cooperativas, por que antes eram somente cinco pessoas e hoje chegamos a 28”, disse.
Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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