
Com o intuito de fortalecer a Rede de Atenção Materno e Infantil (Rami), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), realizou o 1° Colegiado de 2026, que aconteceu nesta terça-feira, 10, no auditório do Centro Administrativo da Saúde. O evento tem a participação de representantes das Secretarias Municipais de Saúde (SMS), maternidades públicas e filantrópicas prestadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), além de outros atores estratégicos para o processo de discussões e construção de uma rede resolutiva, que garanta acesso assistencial de qualidade e segura para a população sergipana.
A referência técnica da rede materna, Kelly Bianca Costa, destacou a retomada do colegiado. “Nesta reunião, fizemos uma retrospectiva das principais pautas trabalhadas em 2025 e avaliamos as ações que foram realizadas com foco na redução da mortalidade materna e infantil, que é o principal objetivo deste colegiado. Também discutimos alguns temas importantes, como o panorama da sazonalidade no estado, o fluxo do Nirsevimabe, que é um novo anticorpo monoclonal utilizado na proteção de bebês contra infecções respiratórias, e apresentar a Rede Alyne”, pontuou.
A Rede Alyne é uma reestruturação da rede de atenção à saúde materna e neonatal, com foco especial nos grupos mais vulneráveis. O objetivo é fortalecer boas práticas de cuidado e qualificar a assistência desde o pré-natal até o nascimento, contribuindo para a redução da mortalidade materna e neonatal no estado. Neste contexto, o colegiado funciona como um espaço de discussão e construção coletiva, responsável por divulgar informações e avanços, além de identificar entraves na linha de cuidado voltada para a atenção às mulheres gestantes e puérperas, aos recém-nascidos e às crianças de até dois anos de idade.
Durante o colegiado foi apresentado o Nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções respiratórias em bebês. O medicamento deve ser administrado ainda nas maternidades, principalmente em recém-nascidos prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, e em bebês que nascem com comorbidades específicas. Na ocasião, também foi apresentado o fluxo de aplicação do imunizante no estado. Atualmente, a administração ocorre nas maternidades com leitos neonatal de Sergipe, Nossa Senhora de Lourdes, Lourdes Nogueira e Santa Isabel, além do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que está funcionando em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento.
Segundo a gerente de Imunização da SES, Illani Paulina da Silva, a discussão no colegiado é considerada fundamental para alinhar estratégias entre as maternidades e fortalecer ações de prevenção, especialmente neste período de início da sazonalidade das síndromes respiratórias. “A expectativa é que a medida contribua para reduzir os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês, protegendo principalmente os recém-nascidos mais vulneráveis e prevenindo quadros como bronquiolite”, destacou.
Com a aproximação da sazonalidade, período de maior circulação de vírus respiratórios, a referência técnica da vigilância dos vírus respiratórios, Mariana Rosário, explanou sobre o tema. “Apresentei um panorama sobre o número de casos de SRAG, analisando como esses casos se distribuem ao longo das semanas epidemiológicas de cada ano. No levantamento, trago dados de 2023 a 2026, mostrando como os diferentes vírus respiratórios se comportaram nesse período e qual foi o impacto dessa circulação nas hospitalizações. A partir dessas informações, buscamos compreender melhor os padrões de circulação viral, já que, a cada ano, os vírus têm apresentado comportamentos distintos. Essa análise é fundamental para que possamos antecipar cenários e organizar da melhor forma possível a assistência em saúde”, aprofundou.
Fonte, Secom – Estado.
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