Nos últimos 20 anos, um dos assuntos mais questionados durante todas as gestões que passaram pela Prefeitura de Aracaju foi a necessidade de se revitalizar o Plano Diretor. Sem ele a cidade vem crescendo de forma desordenada todos esses anos, beneficiando apenas alguns setores empresariais que acumularam grandes “fortunas” através da exploração imobiliária. Enquanto isso, a população em geral até hoje sofre sem o devido saneamento ambiental e sem a devida mobilidade urbana.

Para quem não lembra (ou para os setores que não têm interesse em lembrar), a tão criticada gestão do ex-prefeito João Alves Filho (in memoriam), de todos esses anos foi a que mais avançou nas discussões sobre o Plano Diretor, com a realização de dezenas de audiências públicas nos mais diversos bairros da capital, levantamento realizado sob forte participação popular, mas desconsiderado desde 2017 pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), que parece ter “engavetado” todo o material técnico levantado.

A então candidata Emília Corrêa, em meados de 2024, se comprometeu em entrevista ao CINFORM ON LINE, que se eleita prefeita trabalharia para que a revisão do Plano Diretor saísse do papel! À época, Emília disse que “um Plano Diretor atualizado é fundamental para o desenvolvimento ordenado e sustentável da cidade. É inadmissível que Aracaju esteja desde 2000 sem um plano atualizado, o que tem contribuído para o crescimento desordenado e a falta de infraestrutura adequada”.

Emília ainda assumiu o compromisso: “a revisão do Plano Diretor será uma prioridade em nossa gestão, garantindo que ele reflita as necessidades atuais e futuras da nossa cidade, promovendo um desenvolvimento urbano equilibrado e sustentável”. Essa semana, o Comitê Gestor do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Aracaju realizou uma reunião estratégica com o Conselho de Desenvolvimento Urbano (Condurb), marcando mais uma etapa decisiva no processo de revisão e atualização do principal instrumento de planejamento urbano da capital sergipana.

Em síntese, assim como teve coragem de enfrentar (e resolver) problemas crônicos da cidade como a renovação da frota do transporte coletivo com ar-condicionado, a licitação da coleta do lixo da cidade (encerrando os contratos emergenciais), a valorização do funcionalismo público, a revitalização do centro comercial e das praças públicas, a prefeita Emília Corrêa acerta precisamente em apostar na revisão do Plano Diretor de Aracaju.

É evidente que há muito por fazer na cidade, mas os acertos da gestão atingem diretamente as pessoas mais pobres, aqueles que mais precisam da atenção e da atuação do poder público. E, após tantos anos de muita politicagem e dos interesses empresariais prevalecendo sobre o desenvolvimento ordenado de Aracaju, fica a torcida que o Plano Diretor realmente seja revisado que as questões ambientais, em especial, tenham a devida atenção. Estamos falando de uma cidade moderna e sustentável…

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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