Com o fortalecimento da linha de cuidado cardiovascular, o Centro de Hemodinâmica do Centro de Hemodinâmica do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), tem ampliado a oferta dos procedimentos, além dos diversos avanços já conquistados. Recentemente, o serviço realizou o primeiro implante de filtro da veia cava em uma paciente atendida na unidade hospitalar.

A inovação representa um ganho expressivo para a assistência vascular, garantindo mais agilidade, segurança e resolutividade no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, o procedimento era realizado apenas em unidade contratualizada, como explicou o responsável técnico da Cirurgia Vascular do Huse, Ronmel Lisboa . “O implante de filtro de veia cava é indicado para evitar que o paciente tenha uma tromboembolia pulmonar que, geralmente, vem de trombos que se desprendem das veias dos membros inferiores. Então, inserimos um filtro dentro da veia cava para impedir que esses coágulos cheguem às artérias dos pulmões, causando a tromboembolia pulmonar. Essa é uma condição grave e que pode causar o óbito do paciente”, destacou.

O procedimento foi fundamental para a segurança de uma paciente que apresentava trombose nas duas pernas e não podia utilizar anticoagulantes, tratamento convencional para a doença. “No caso específico, a paciente precisava se submeter a uma cirurgia com certa urgência, o que contraindica o uso de anticoagulantes. Com isso, implantamos o filtro para protegê-la de uma tromboembolia pulmonar e agora ela vai poder se submeter à cirurgia sem o risco de desenvolver uma embolia pulmonar”, acrescentou Ronmel Lisboa.

O coordenador da Hemodinâmica, Thiago Lopes, ressaltou que a realização do procedimento dentro da própria unidade simboliza um avanço importante para o serviço. “Isso reforça o papel do Centro de Hemodinâmica do Huse como referência em procedimentos cardiovasculares de alta complexidade, garantindo atendimento mais completo e uma maior celeridade no cuidado aos pacientes. A iniciativa integra os esforços contínuos para ampliar a oferta de serviços, qualificar a assistência e fortalecer o SUS em Sergipe”, destacou.

Com histórico de crises convulsivas, a paciente Maria José da Silva, de 71 anos, foi a primeira paciente a realizar o procedimento. “Não sentia nada, nenhuma dor. Passei por exames quando fui diagnosticada e sigo em acompanhamento médico. Agora, estou bem. É seguir para que tudo ocorra bem na minha recuperação”, comentou.

O serviço é gerenciado pela Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC), com amplo conhecimento técnico e de gestão em cardiologia, sendo referência no setor.

Fonte, Secom – Estado.

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