
O mais recente levantamento do Instituto Paraná Pesquisas revela um novo conceito na política nacional com uma mudança de concepção do povo brasileiro, que sinaliza para uma maior participação feminina, com ênfase para mulheres com o perfil mais empreendedor. Há o desejo expresso por uma maior participação delas disputando os mais variados mandatos eletivos, atuando como gestoras públicas, tomando decisões administrativas de interesse coletivo.
24,4% consideram importante que o próximo vice-presidente seja mulher, por trazer uma visão feminina à gestão federal. Outros 22,3% avaliam que a principal característica para o cargo deve ser a de um representante do setor produtivo ou do agronegócio, com foco econômico. 13,2% defendem que seja um político nordestino com experiência; 12,2% apontam que deveria ser uma pessoa de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); e quase 10% citam alguém ligado à religião.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Segundo o levantamento, no cenário nacional a única mulher que, por enquanto, desponta como alternativa para o País é Michelle Bolsonaro, considerando que seu nome é uma das possibilidades da oposição para tentar impedir a reeleição do atual presidente Lula (PT).
Olhando para Sergipe a presença feminina na política já é uma realidade. Em 2024, por exemplo, Emília Corrêa (Republicanos) foi eleita a primeira mulher para o cargo de prefeita de Aracaju, e apesar de muitas dificuldades no início de sua gestão, ela conseguiu contornar as adversidades e terminar seu primeiro ano de mandato na PMA com boa aprovação, ao ponto de ter seu nome especulado como alternativa da oposição para a disputa pelo governo deste ano contra Fábio Mitidieri (PSD).
Na disputa pela Prefeitura de Aracaju, em 2024, Emília Corrêa superou no confronto direito Luiz Roberto (PDT) e a deputada federal Yandra Moura (UNIÃO), que com mais de 131 mil votos obtidos na eleição de 2022, ela se tornou a mais votada da história de Sergipe. Quatro anos depois Yandra continua sendo um nome bastante expressivo e para muitos sua reeleição para um segundo mandato de deputada federal seria apenas uma questão de tempo.
Mas outra mulher que vem se destacando exatamente pelo perfil empreendedor, como gestora pública, é Priscila Felizola, superintendente do Sebrae no Estado. Ela tem seu nome especulado como pré-candidata à vice-governadora em uma possível chapa encabeçada pelo prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), ou por qualquer outro nome do agrupamento de oposição. Priscila se encaixa no perfil apontado pelo Instituto Paraná Pesquisas.
Hoje mais de 24% dos entrevistados querem uma mulher na vice-presidência da República, movimento que pode se expandir para Sergipe, com um nome como o de Priscila Felizola no cargo de vice-governadora em uma chapa majoritária, acumulando experiência administrativa e um olhar voltado para o setor produtivo do Estado. O cenário é de que mais mulheres ocupem espaços de destaque na administração pública. É uma tendência que deve ficar ainda mais evidente nos próximos meses…
Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.
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