A Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Receita Federal fecharam um acordo de cooperação, nesta quinta-feira, 18, para descaracterização e reutilização de produtos apreendidos durante fiscalizações. Anteriormente incinerados, com a parceria, cerca de 500 quilos de materiais passam a ser doados a comunidades através de projetos de extensão.

Entre os itens, há peças de vestuário e tecnologia, como explicou a pró-reitora de Extensão e Cultura (Proex/UFS), Josefa Lisboa. “São roupas, tênis, aparelhos eletrônicos, que podem ser descaracterizados ou transformados em outros bens para o uso”.

Segundo a pró-reitora, a forma de destinação já foi articulada com professores responsáveis por projetos de extensão em comunidades. “Há projetos que trabalham em comunidades, com mulheres, com jovens. Eles mesmos vão descaracterizar e transformar esses itens em outras peças. E elas serão fornecidas para a própria comunidade. Essa é uma política pública que utiliza a expertise da universidade para permitir a transformação e o usufruto deles”, ressaltou.

 

Reitor assinando acordo de cooperação (Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)
Reitor assinando acordo de cooperação (Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)

A reformulação dos itens também envolverá diretamente estudantes, como ressaltou o reitor da UFS, André Maurício Conceição. “É muito importante esse processo em que a universidade ajuda no desenvolvimento da sociedade e dos próprios alunos. Esses aparelhos eletrônicos, por exemplo, serão redefinidos dentro da própria universidade, criando mecanismos para que eles sejam oferecidos a comunidades e associações”.

 

 

Delegado da Receita Federal em Sergipe, André Passos (Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)
Delegado da Receita Federal em Sergipe, André Passos (Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)

Para o delegado da Receita Federal em Sergipe, André Passos, a parceria simboliza um ganho para a sociedade e para o meio ambiente. “Mercadorias que entraram de forma ilegal no Brasil serão destinadas a quem mais precisa. Além disso, essa parceria tem um ganho ecológico, porque antigamente esses objetos eram incinerados”.

 

(Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)
(Foto: Janaína Cavalcante/Ascom UFS)

Ascom UFS

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