O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE), unidade vinculada à Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), desenvolve ações para vigilância e controle da Leishmaniose, doença infecciosa transmitida pelo ‘mosquito-palha’ e que, se não tratada, pode levar à morte. O trabalho envolve a análise de amostras biológicas enviadas por unidades de saúde, permitindo uma detecção rápida e precisa.

Até o fim do mês de julho, o Lacen analisou 424 amostras de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) e 157 de Leishmaniose Visceral Humana (LVH). Em ambos os casos, o Lacen é referência em diagnóstico laboratorial no estado. Ele é responsável pelo recebimento das amostras para que os testes sejam realizados.

Além do diagnóstico, o Lacen mantém parceria com secretarias municipais de Saúde em Sergipe para capacitar profissionais sobre coleta, acondicionamento e envio correto de amostras, garantindo maior confiabilidade nos resultados.

Segundo Karine Moura, gerente de Zoonoses, Entomologia e Parasitologia, ainda há um déficit de adesão dos municípios na busca de controle da doença de forma estruturada. “O Lacen recebe os kits de teste rápido do Ministério da Saúde e distribui para os municípios, que precisam ter um veterinário capacitado para desenvolver as atividades de combate. Até o momento, somente 15 dos 75 municípios têm um profissional voltado nesse sentido. Além da distribuição dos kits, nós também fazemos a capacitação do veterinário para os municípios. Todas as nossas ações são desenvolvidas em parceria com a Vigilância Epidemiológica do Estado”, destacou.

A LVH é a forma mais grave da doença, afetando órgãos internos como o fígado, o baço e a medula óssea, e pode ser fatal se não tratada adequadamente.

A gerente do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, Gabriela Vasconcelos, reforça a importância da agilidade nos resultados laboratoriais para início célere do tratamento: “Desde o ano passado utilizamos um teste rápido com 92% de sensibilidade, o que garante ainda mais confiança aos resultados emitidos pelo Lacen. Ao recebermos o soro dos pacientes com sinais clínicos da doença, conseguimos liberar o resultado em até 48 horas por meio do sistema GAL”.

Mobilização nacional

Celebrada anualmente no mês de agosto, a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose tem o objetivo de estimular ações educativas e preventivas, além de difundir avanços técnico-científicos de prevenção e combate à doença.

 

Fonte: SECOM – SE

foto: Ascom FSPH

 

 

 

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