“Mandato de deputado valeu mais que o de governador”

O pré-candidato ao Senado, André Moura (PSC), afirmou que pela primeira vez na história, o mandato de um deputado federal (nesse caso se referindo a ele mesmo) valeu muito mais do que de um governador, quando o assunto foi liberação de recursos.

“Fizemos uma prestação de contas e mostramos que trouxemos mais de R$ 1,4 bilhão. Sabia que quando assumi a liderança do governo teria que dar uma cota de sacrifício, mas Sergipe nunca recebeu tantos recursos. Pela primeira vez na história, um mandato de deputado valeu muito mais do que o de um governador”, disse André.

André Moura é baiano mas mora em Sergipe desde a sua adolescência. Foi prefeito do município de Pirambu por dois mandatos consecutivos, no período de 1997 a 2004, quando era membro do Partido da Frente Liberal (PFL). Depois elegeu-se deputado estadual em 2006, já filiado ao PSC.

Desde fevereiro de 2011 ocupa o cargo de deputado federal por Sergipe. é o líder do governo no Congresso Nacional do Brasil. Foi líder do governo na Câmara dos Deputados de maio de 2016 a fevereiro de 2017, quando o Presidente Michel Temer indicou Aguinaldo Ribeiro para substituí-lo na função.

Política nacional
Ainda na seara de líder do governo Federal, André falou sobre o desgaste de Temer e o desafio em articular na Câmara e no Senado em sua defesa.

“Um governo que recebeu um país com uma herança muito difícil. Sabíamos das dificuldades que teríamos. Qualquer um que assumisse não faria milagre e sofreria o desgaste. Por outro lado, eu tinha consciência da importância para Sergipe de assumir a liderança do governo naquele momento”, pontuou o deputado.

André aproveitou para criticar o atual governo com relação à não construção do Hospital do Câncer. “O governo do Estado conseguiu o mais difícil, que foi perder o recurso na conta. O senador Eduardo Amorim conseguiu R$ 200 milhões para a construção. Na saúde, a gente vê que Sergipe vive um momento muito difícil”, disse o pré-candidato.

Defesas Polêmicas
Temas polêmicos defendidos pelo parlamentar também foram abordados durante a entrevista, a exemplo da redução da maioridade penal e o fim do voto obrigatório.

“Tenho a convicção plena de que é importante a redução da maioridade penal. Adolescentes de 16 anos não podem ficar impunes. Com relação ao voto, defendo que ele não seja obrigatório. Muitas vezes, o cidadão vai e vota de qualquer maneira. Aquele deputado que entende que o voto tem que ser de cabresto, se coloca contrário”, afirmou o deputado.

Por último, o parlamentar falou da apresentação final da chapa para o governo, incluindo o nome do vice. “Não é mistério. É um momento de diálogo. A questão do vice fica para os últimos minutos finais. Eu acho que é um momento ímpar para que uma mulher possa contribuir ao lado de Eduardo para um futuro governo, mas não temos nada definido ainda”, finalizou André Moura.

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