Os comerciantes instalados nos boxes do mercado municipal Maria Virgínia Leite Franco, antigo Mercado Albano Franco, reclamam que convivem há anos com as infiltrações e que a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável pela administração, não faz nada a respeito. Segundo os comerciantes, todos os dias de manhã eles precisam retirar a água que fica acumulada nos boxes da lateral do mercado.

O cabeleireiro Beto conta que já cansou de pintar as paredes de seu box e logo depois tudo ficar manchado por causa das infiltrações na parede. “A gente não consegue arrumar o estabelecimento. O cliente que vem não vai querer ficar se molhando. Por sorte aqui não pinga, mas a parede fica desse jeito”, comenta.

Enquanto a Emsurb não faz os reparos na laje dos boxes para evitar que esse problema continue, os comerciantes tentam fazer o que podem para dar mais conforto a eles mesmo e os seus clientes. No box ao lado do de Beto, o comerciante colocou uma placa de metal que funciona como uma calha para que a água que pinga do teto não molhe os clientes.

São mais de 20 boxes instalados próximos a rampa externa de acesso ao andar superior do mercado e a maioria deles tem infiltrações nas paredes ou no teto há pelo menos sete anos. Beto lembra que em um dos primeiros boxes que ele trabalhou no mercado tinha infiltrações no teto.

“Desde que comecei a trabalhar nessa área do mercado, há sete anos atrás, que eu vejo que a maioria dos boxes têm infiltrações nas paredes ou no teto. Eu trabalhei em um que a infiltração era no teto e aquela água ficava pingando na gente”, lembra.

Além da preocupação em prestar o melhor serviço aos seus clientes, afinal é com o trabalho no mercado que esses comerciantes mantem suas casas e pagam a taxa de R$ 82 cobrada pela Emsurb, muitos deles têm medo de que as lajes daquela área desabem.

“A gente fica sem saber o que fazer porque eles não deixam a gente mexer. Isso atrapalha o nosso serviço e a gente fica aqui correndo perigo porque pode ter um desabamento de laje”, comenta o cabeleireiro Ângelo Santos.

O fotógrafo do CINFORM Davi Costa fez imagens aéreas da área e podemos ver que ao contrário das demais áreas do mercado, a laje dos boxes fica exposta ao sol e a chuva sem qualquer tipo de proteção e que existem diversas poças de água de chuva ali.

Do alto é possível ver diversas poças de água na laje dos boxes (Foto: Davi Costa)

RESPOSTA DA EMSURB

A reportagem do CINFORM entrou em contato com a Emsurb, que é a responsável pela administração do mercado Maria Virgínia Leite Franco, e fomos informados que foi feita uma vistoria no local e que foi constatada a necessidade de reparos.

“Alguns boxes na área externa, na parte dos hortifrutigranjeiros e próximo aos banheiros, precisam e passarão por reparos. Uma vistoria realizada pela equipe já havia detectado a situação.  Ficou comprovada a necessidade de nova impermeabilização. O processo para a execução do serviço está em andamento e logo que concluído os reparos serão viabilizados”, informa.

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