O tradicional Forró Siri, que sempre atrai uma multidão ao município de Nossa Senhora do Socorro, impulsiona a economia e cria oportunidades de empregos diretos e indiretos. Mesmo com esses benefícios, ainda assim a festa não resolve alguns problemas básicos e contínuos existentes no município mais populoso do interior de Sergipe. 

Um dos problemas, relaciona-se à  obra de construção do prédio da creche municipal no Parque dos Faróis. A situação da obra paralisada foi destacada no Cinform Online com relatos dos moradores, que expressaram as dificuldades que enfrentam no dia a dia. Localizada entre a Rua 23 e Rua Projetada, a obra é resultado de um convênio entre o Município de Nossa Senhora do Socorro e o Governo Federal. A insatisfação dos moradores vai além do Parque dos Faróis. A dona de casa Jaíne Samara reclamou da falta de remédios nos postos de saúde e disse que até para extrair um dente não conseguia por falta de material. Outra dona de casa, Rosângela do Carmo, reclamou da situação de alguns moradores do Guajará, onde para sair de casa enfrentam lama e poeira de acordo com a situação climática. Situação semelhante é relatada por Alexandre Barbosa, da Piabeta, que cobrou a pavimentação asfáltica das ruas, ao invés de gastar o dinheiro com reforma de praça. A moradora Sandra Karine reforçou que no Loteamento São Vicente precisa de pavimentação e rede de esgoto. Na Avenida Coletora C, a moradora Monize Lima reclama da falta de limpeza dos canteiros e da coleta de lixo. No Marcos Freire III, Josivânio Lima reclama das avenidas esburacadas.

Enquanto isso, no Forró Siri, promovido pela Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, grandes nomes são contratados por inexigibilidade de licitação com a justificativa possibilitar o acesso aos bens culturais essenciais para o exercício da cidadania. De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, artistas famosos como Joelma, Adelmário Coelho, Kevin Jonny, Silvano Sales e Limão com Mel foram contratados pelo cachê de R$ 200 mil (cada), totalizando R$ 1 milhão. O cantor Felipe Amorim foi contratado por R$ 200 mil. Outras bandas, Cintura Fina e Rafinha Big Love foram contratadas por 90 mil (cada). Estes valores não contemplam as demais atrações dos palcos da diversidade e da vila cultural, além claro da estrutura como fogos, iluminação, palco, segurança etc.

Foto: Arquivo/PMNS

Desde a semana passada, a Redação do Cinform Online aguarda esclarecimentos da Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio de e-mail encaminhado à Secretaria Municipal de Comunicação Social, porém, nenhuma resposta foi enviada até o momento. Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, é administrada pelo prefeito Inaldo Luís da Silva, o Padre Inaldo (PP), que foi reeleito no pleito eleitoral de 2020.

 

 

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Por Keizer Santos

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